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05/10/15
Santa Casa de Sao Paulo inclui 184 médicos na lista de demissões
Segundo o superintendente José Carlos Villela, entidade tem trabalhado para que o processo ocorra com transparência. Ao todo foram desligados 1.500 profissionais
Estadão Conteúdo

São Paulo - A lista com os 1.500 profissionais que serão demitidos da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - que tenta renegociar uma dívida de R$ 800 milhões - foi definida e inclui 184 médicos. A instituição havia anunciado um plano de reestruturação no início do mês, mas as demissões ficaram acima dos 10% inicialmente previstos - chegaram a 12% do quadro geral - e devem ser efetivadas em menos de um mês. Com informações do Estadão Conteúdo.

Para que os funcionários e a entidade consigam fechar um acordo, as verbas rescisórias serão parceladas e as negociações serão levadas até o Ministério Público do Trabalho. De acordo com José Carlos Villela, superintendente da Santa Casa, a entidade tem trabalhado para que o processo ocorra com transparência. De acordo com o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), serão atingidos médicos, enfermeiros e funcionários que desempenham funções administrativas.

Treze sindicatos representam os trabalhadores da Santa Casa. Conforme Villela, a necessidade das demissões foi explicada para que eles tivessem certeza de que o processo seria claro. Uma segunda rodada de negociações com os sindicatos já está e mandamento.

Com o objetivo é tentar um acordo para que as verbas rescisórias sejam parceladas, Villela explica que será iniciada uma conversa entre o Ministério Público do Trabalho e com o Ministério do Trabalho e Emprego. A negociação pode incluir a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes.

Além disso, o superintendente afirma que não há como precisar prazos para o pagamento do parcelamento. De acordo com ele, o tempo do parcelamento ainda vai ser analisado com os sindicatos e os trabalhadores. A proposta é atingir uma parcela que impacte o mínimo possível, considerando o salário que o funcionário tinha.

O processo demissional deve ocorrer em um curto prazo de tempo. Embora as negociações incluam conversas com diversas entidades, Villela acredita que será possível fazer o processo completo e bem comunicado em menos de um mês.

A entidade tem 11 mil funcionários. Um terço dos funcionários demitidos serão de setores administrativos, segundo o superintendente. E, de acordo com a assessoria da instituição, as dispensas representam 12% dos colaboradores. A meta inicial era de fazer o desligamento de 2 mil profissionais, mas, nos últimos três meses, cerca de 400 servidores saíram do cargo, alguns por pedirem demissão. Além disso, vagas foram congeladas e o número total foi reduzido. 

Prejuízo - Quando as condições para o desligamento dos médicos foram apresentadas, Eder Gatti, presidente do Simesp, disse que se reuniu com integrantes da instituição na terça-feira e, inicialmente, a proposta não beneficia os profissionais que serão demitidos. Segundo Gatti, a situação é prejudicial para a categoria, mas a negociação está aberta.

Ele diz ainda que, durante a reunião, foi informado de que a prioridade definida para a demissão foi para profissionais que não têm mais interesse em trabalhar na instituição, funcionários ociosos e servidores com salários incompatíveis com as funções que realizam. 

Ainda de acordo com Gatti, a verba deveria ser paga em parcela única e, com o parcelamento, o prazo para o término do pagamento sempre vai depender do valor que o profissional tem para receber de rescisão.



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