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04/09/15
Santa Casa de São Paulo precisará cortar 10% da folha de pagamento
Diante de uma dívida de R$ 800 milhões, novo provedor José Luiz Setúbal afirma que demissões serão necessárias
Da redação

Cerca de três meses após assumir o controle da Santa Casa de São Paulo, a nova gestão do complexo filantrópico apresentou um plano de reestruturação que prevê o corte de 10% da folha de pagamento que, atualmente, gira na casa dos R$ 60 milhões. Com informações são da Agência Estado.

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Para que a entidade continue funcionando, diante da dívida de aproximadamente R$ 800 milhões deixada pela antiga administração, o médico José Luiz Setúbal, eleito em junho para o cargo de provedor, afirmou que demissões serão necessárias. Cerca de 11 mil funcionários serão dispensados. 

Os cerca de 40 chefes de departamento da entidade foram convocados para uma reunião com a provedoria na segunda-feira (31) e informados sobre a necessidade do corte. nos próximos 15 dias, cada um deles terá de apresentar uma sugestão de redução de gastos. A quantidade de funcionários demitidos deverá ser definida até novembro. 

Atualmente, conforme o provedor, a entidade tem funcionários ociosos devido à redução da estrutura da Santa Casa. Antes do início da crise financeira, no ano passado, a Santa Casa administrava 39 unidades de saúde. Hoje são apenas sete. De acordo com Setúbal, a área que deverá ser mais atingida é a administrativa. Ele afirma que o custo com o pessoal do setor administrativo é de 33%, quando deveria ser de 10% a 12%.

Segundo Edgar Veloso, diretor do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de São Paulo (SinSaudeSP), e que responde pelos funcionários do setor administrativo, a categoria fez propostas para minimizar os efeitos das demissões. Entre as propostas feitas pelo SinSaudeSP, está a adoção de um programa de demissão voluntária (PDV).

Para diminuir as despesas, o corte na folha de pagamento não é a única medida no plano de reestruturação. Também será preciso reduzir os gastos em R$ 10 milhões por mês - R$ 6 milhões na folha de pagamento e outros R$ 4 milhões com medidas como revisão de contratos e controle maior de compras. De acordo com o provedor, só com a mudança do contrato da empresa de segurança, o complexo economizou R$ 1 milhão por mês.

A Santa Casa também iniciou implementação de um sistema informatizado de compras e controle de gastos. A previsão da direção é de que até o primeiro semestre do ano que vem, todo o complexo esteja informatizado. Além disso, a entidade está em um processo de renegociação das suas dívidas com os bancos e fornecedores.



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