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13/01/16
Santa Casa de São Paulo vendeu imóveis doados como herança
Transações imobiliárias realizadas na gestão do ex-provedor Kalil Rocha Abdalla estão sendo alvo de sindicância interna da instituição
Da redação

Doados como herança para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, três quitinetes localizados no litoral paulista, em frente à praia, foram vendidos em 2011, contra a vontade do doador, José Sampaio Corrêa Pacheco. Morto em 1984, a única exigência de Pacheco era que os imóveis não fossem vendidos ou doados. Com informações da Folha de S. Paulo.

A direção do maior hospital filantrópico da América latina, em crise desde meados de 2014, entregou os três apartamentos pelo valor simbólico de R$ 10.200 – cerca de R$ 3.400 por unidade –, sendo que cada um tem valor de mercado estimado em R$ 80 mil.

Desde dezembro de 2015, outras transações imobiliárias realizadas na gestão do ex-provedor Kalil Rocha Abdalla estão sendo alvo de sindicância interna da instituição. Todas as negociações investigadas possuem três características em comum: envolvem bens doados através de heranças, foram realizadas a preços abaixo do valor de mercado, e os compradores foram funcionários com cargos de chefia no hospital.

Cerca de dez imóveis são alvos de investigação que podem resultar em demissões de servidores e ações judiciais cíveis, para recuperação de bens, e criminais, caso haja indícios de fraude. 

Kalil Abdalla renunciou ao cargo de provedor em abril de 2015, quase um ano após ter fechar o pronto-socorro da entidade por dificuldades financeiras. As dívidas da anta casa com fornecedores chegavam a aproximadamente R$ 800 milhões. 

No lugar de Abdalla, assumiu, em junho de 2015, o médico-pediatra José Luiz Setúbal. Sob sua gestão, foi criada uma equipe, que passou a analisar as transações financeiras realizadas no comando de Abdalla, à frente da instituição e da administração dos imóveis por quase 20 anos.

Hoje, conforme levantamento da nova gestão, a entidade possui cerca de 278 imóveis em seu nome. Há dois anos, essa carteira era estimada em mil escrituras. A sindicância ainda vai apurar como isso ocorreu.

Outro lado – Para Jaime Dias de Araújo, gerente de imóveis da Santa Casa de São Paulo e um dos funcionários que adquiram os imóveis da instituição, o valor pago pelo apartamento em Pinheiros, de aproximadamente R$ 30 mil, foi justo. De acordo com Araújo, o imóvel estava danificado e, por isso, não valia à pena reformá-lo. Ele afirma ter feito a proposta e o imóvel foi vendido pelo valor da época. 



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