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04/02/14
Sindicato denuncia trabalho de médico cubano em hospital do RS
Prefeitura afirma que profissional recebeu autorização da Secretaria de Saúde para substituir plantonista atrasado em caso grave
Da redação
Após prestar atendimento em um hospital do Rio Grande do Sul, um médico cubano que trabalha na região da Campanha poderá ser descredenciado do programa Mais Médicos. Segundo as entidades do setor, os profissionais participantes do programa do governo federal só podem atuar em postos de saúde. As informações são do portal G1.

No início do mês, o médico cubano encaminhou um paciente do Hospital de Candiota para um Pronto Socorro de Bagé, na mesma região. Ao ler a requisição, sem o carimbo com o número do registro do profissional, o médico que recebeu o paciente no pronto socorro percebeu a irregularidade.

Segndo o conselheiro do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Rodrigo Marquetoti, o profissional relatou o caso de que haveria um profissional do programa Mais Médicos atendendo no plantão de um hospital, o que seria irregular.

Segundo a direção do Hospital de Candiota, o médico cubano foi chamado porque o profissional que estava de plantão se atrasou e um paciente em estado grave aguardava atendimento. 

De acordo com o diretor técnico do hospital, Alexandre Davila, a decisão teria sido tomada pelo gerente administrativo do hospital. Segundo ele, o médico do programa atuou apenas nesta ocasião.

César Melllo, delegado do Conselho Regional de Medicina (Cremers) na Região da Campanha, explica que profissionais do programa Mais Médicos só podem atender pacientes em postos de saúde. “Existe uma determinação do Conselho Regional de Medicina que fica vedado, fica proibida a atuação desses profissionais a nível hospitalar”, disse.

De acordo com informações da prefeitura de Candiota, o médico cubano recebeu autorização da Secretaria de Saúde do município para atender o paciente porque se tratava de um caso de vida ou morte. 

“O nosso município é cumpridor de todas as leis, mas existe uma lei que está acima de todas as leis, que é a lei da vida, a lei dos direitos humanos”, afirma o prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador.

Fernando Weber Matos, presidente do Cremers, afirmou que o órgão abriu uma sindicância e, se comprovadas as irregularidades, os profissionais do hospital de Candiota que permitiram a atuação do médico cubano podem ser responsabilizados. O ministério da Saúde já pediu explicações à prefeitura para decidir se o município vai sofrer algum tipo de punição.


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