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21/11/11
“Somente crescerão empresas que reagirem estrategicamente”
Artigo do headhunter Paulo Lopes aborda os desafios das empresas no processo das transformações sociais
Paulo Lopes*

As mudanças são uma constante na vida das pessoas, das empresas e das instituições. Este fator gera uma cultura desafiadora para as organizações, ao apresentar constantes turbulências no ambiente, principalmente nos aspectos econômico e social. Assim, as empresas passam a atuar em uma arena cada vez mais global e competitiva. Os mercados tornam-se mais segmentados e muito voláteis; os consumidores, mais exigentes; os produtos, feitos na medida certa.

 

Com o desenvolvimento acelerado da microeletrônica (informática, comunicação) e da tecnologia geradora de novos processos e materiais, além da crescente evolução dos padrões de conduta e dos valores sociais, as mudanças no mundo empresarial são cada vez mais rápidas e representam, ao mesmo tempo, um permanente desafio e renovadas oportunidades para as empresas.

 

O que caracteriza a capacidade empreendedora é justamente o aproveitamento dessas mudanças, explorando-as como oportunidade. Somente crescerão com sucesso e sobreviverão as empresas que tiverem visão, iniciativa, agilidade, enfim, capacidade para reagir estrategicamente às mudanças do ambiente externo, transferindo recursos para oportunidades de produtividade e rentabilidade mais elevada.

 

Historicamente, os processos de gerenciamento de um negócio com sucesso se modificaram rapidamente no início dos anos 50. Naquela época, com o aumento da demanda estimulada pelo boom do pós-guerra, os sistemas gerenciais enfatizavam a descentralização, a introdução da gerência profissional e a gerência por objetivos.

 

Nos anos 60, a demanda gira em torno de novos produtos, e a ênfase gerencial se deslocou da produção para o marketing, surgindo, aí, os conceitos de custos, de lucros, divisionalização e estrutura hierárquica. Credita-se a essa época a introdução dos orçamentos estruturados decorrentes do avanço da tecnologia da computação. No final da década de 60, como consequência do grande crescimento e diversificação das empresas, o orçamento perdeu seu status como instrumento de planejamento e gerência. Surgiram, então, os conceitos de unidades estratégicas de negócios, do planejamento estratégico e das unidades centralizadas de planejamento, que acabaram por se transformar em verdadeiras “burocracias” do planejamento. 

 

Os anos 70 foram caracterizados pelo aumento da complexidade dos negócios e pela incerteza; os anos 80, pela internacionalização e globalização da concorrência, época em que foram desenvolvidos os conceitos de cenários alternativos e administração estratégica, com o intuito de facilitar correções de rumo com maior rapidez e eficácia.

 

A década de 90, fortemente dominada pela turbulência e aceleração das mudanças, exigiu novos e significativos ajustes nos processos de gestão das empresas. Fato que incluirá a informatização, a velocidade de resposta, a flexibilidade, a segmentação, a qualidade de produtos e serviços e, principalmente, uma grande capacidade de adaptação e inovação.

 

Nem sempre a inovação é tecnológica e de grande impacto. Sabe-se que a inovação é necessária à sobrevivência das empresas e, muitas vezes, é de natureza social ou econômica, a exemplo das mudanças originadas por alterações nos hábitos dos consumidores. As empresas podem aproveitar as vantagens do futuro sem sair prejudicadas no presente, observando alguns fatores importantes: as novas tecnologias, que estão fortemente concentradas nos poderes de computação, capitaneadas pela internet; o crescimento de novos consumidores cada vez mais bem-informados, individualistas, seletivos e exigentes; e a expansão de novos mercados geográficos situados em diversos pontos dos diferentes continentes. Na trilha dessas mudanças surgirão novos tipos de empresas.

 

A empresa hiperfocalizada tem uma única missão e objetivo; a empresa devota apresenta a necessidade de ser gerida com base em valores como poderosa arma para o crescimento e desenvolvimento; a empresa estendida é integrada verticalmente, buscando criar e manter relacionamentos de longo prazo com fornecedores e distribuidores, como a Ford e a Chrysler; a aliança de risco compartilhado insere-se nas empresas que dividem suas competências para benefícios mútuos através de joint-ventures, parcerias e alianças estratégicas; organização tipo “Rede” é uma empresa em constante mudança, ligada e gerenciada pela tecnologia da informação; e a empresa caórdica (neologismo criado por Dee Hock, fundador do Visa), que combina caos e ordem.

 

As ideias aqui apresentadas referem-se aos cenários e transformações às quais as empresas estão sujeitas a qualquer momento, o que poderá gerar grandes impactos para as organizações e para as pessoas, exigindo novos comportamentos na busca da adaptação à nova realidade ambiental.

 

*Paulo Lopes é CEO do Grupo Organiza, diretor da Associação Comercial da Bahia, headhunter, coach, palestrante e autor do livro "Segredos de um headhunter".



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