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12/12/13
SP: Testemunha diz que há mais 11 auditores envolvidos na máfia do ISS
Documento aponta o pagamento de R$ 29 mi em propina e cita os hospitais Igesp, localizado na Bela Vista e o Bandeirantes, na Liberdade
Da redação

O Ministério Público ouviu, na tarde desta quarta-feira (11), uma testemunha que confirma que a veracidade nas informações da planilha apreendida com o auditor fiscal Luís Alexandre de Magalhães. O documento traz uma lista de 410 empresas que pagaram propina para reduzir o valor de ISS (Imposto sobre Serviços) à Prefeitura de São Paulo. As informações são da Folha de S. Paulo.

A testemunha é um dos auditores presos que decidiu realizar um acordo de delação premiada com o Ministério Público. O documento aponta o pagamento de R$ 29 milhões em propina entre junho de 2010 e outubro de 2011 e cita empresas do setor imobiliário, uma igreja evangélica, e os hospitais Igesp, localizado na Bela Vista, e o Bandeirantes, na Liberdade. Apesar de ter o nome na lista, segundo a testemunha o shopping Iguatemi não fazia parte do esquema de fraude.

No depoimento, a testemunha disse que mais 11 auditores integravam a chamada máfia do ISS e o papel de dez desses auditores era trazer novos clientes à quadrilha, mediante comissão de 15%. A outra auditora citada teria recebido mesada de R$ 10 mil por mês.

A testemunha, de acordo com o promotor de Justiça de São Paulo, Roberto Bodini, afirma que nem todos os 410 empreendimentos da lista pagavam propina e apontou o shopping Iguatemi como um deles. Após a revelação da lista, a assessoria de imprensa do shopping Iguatemi declarou que o licenciamento de suas obras era de responsabilidade de empresas terceirizadas.

Na manhã de quarta-feira um representante da construtora Tarjab confirmou que a empresa pagou propina para licenciar oito empreendimentos, mas disse que era vítima da máfia. Ao todo, foram sete pagamentos de R$ 70 mil em média, e um último de R$ 200 mil.

Por meio de nota à imprensa, o Grupo Saúde Bandeirantes, do Hospital Bandeirantes, declarou não ter sido procurado pelo Ministério Público. "E reforça que, com quase 70 anos de história, sua trajetória sempre foi marcada pelo compromisso social, com base no respeito à vida, à qualidade na assistência e à responsabilidade socioambiental", diz a nota. O Hospital Igesp, até o momento, não se pronunciou sobre o fato de seu nome aparecer na planilha apreendida com o fiscal.

Outro lado - O Hospital Bandeirantes informou, por meio de nota, que não reconhece nem tem ciência de desvios. Segundo a assessoria do hospital, os executivos da época da lista não estão mais na empresa. A posição é que, se foi feito o cálculo errado e o valor da guia emitida pela Prefeitura estava abaixo do que deveria, então o hospital se coloca à disposição para arcar com a diferença. O Bandeirantes diz ainda que não foi procurado em nenhum momento pelo Ministério Público.

Já o Hospital Igesp afirma que todos os tributos destacados nas notas fiscais apresentadas pela construtora responsável pela obra foram retidos e recolhidos rigorosamente pelo hospital. Desconhecemos qualquer irregularidade que por ventura tenha ocorrido. O hospital informa ainda que não recebeu nenhuma notificação e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Leia mais:
>> SP: fraudes na prefeitura podem ter envolvido hospitais



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