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09/11/15
Tom Fox: O Brasil respondeu de forma fantástica ao escândalo da Petrobras
Para o norte americano, a lei Anticorrupção brasileira é considerada uma referência nos EUA. No entanto, não é suficiente ter normas, é necessário aplicá-las, diz o advogado.
Filipe Sousa

O segundo dia trouxe um dos autores mais conceituados dos Estados Unidos. Qualquer responsável de compliance norteamericano que se preze segue os livros, artigos e podcasts de Tom Fox, advogado de Houston. Fox chegou a São Paulo trazendo o relato detalhado do escândalo da GSK na China. Os pormenores deixaram a plateia com a perfeita noção dos erros que foram cometidos e das providências que o governo chinês tomou. "Ninguém quer ser pego pela justiça chinesa, que condena 99,99% dos acusados, e ninguém quer ir parar a uma prisão chinesa", disse Tom Fox, em tom professoral. "A China mostrou ao mundo quais são as consequências para quem corrompe e para quem é corrompido", acrescentou. Fox focou também a questão da Volkswagen e o impacto que teve nas empresas do setor e na imagem e credibilidade da Alemanha.

No entanto, segundo o especialista em compliance, o Brasil e a Petrobras não têm nada que ver com a VW e a Alemanha. O caso Petrobras não afetou a imagem do país internacionalmente, pelo menos não com a dimensão da empresa germânica, e "o Brasil respondeu de uma forma fantástica ao sucedido", disse Fox, passando a explicar que "o 'Clean Act' (nome dado à Lei Anticorrupção brasileira nos EUA) foi traduzido e analisado nos Estados Unidos e é considerado um documento de referência em termos legais e de compliance". Fox encerrou a sua apresentação respondendo a diversas questões do público e deixando uma mensagem de esperança: "a legislação foi criada, basta ao Brasil cumpri-la".

De seguida, Denize Eloi, diretora executiva da Coalizão Saúde, tomou o comando do talk show "O papel da assistência na construção de um conceito de compliance em serviços de saúde", liderando um painel composto por Claudia Cohn (Abramed), José Eduardo de Siqueira (PUC/PR), Adriano Londres (Qualicorp), Jose Luiz Cunha Junior (Amil), Josier Vilar (Sindhirio), um debate que suscitou uma animada discussão sobre bioética e o papel do médico e do paciente. À saída do palco, Londres citou o CEO da Qualicorp, dizendo que tem por hábito ouvir e debater todas as sugestões, mas quando se trata de compliance, não levanta questões, apenas há que aplicar, reforçando uma mensagem muito presente em todo o evento: é fundamental ter um responsável de compliance e dar-lhe autonomia.

Em outro debate sobre mais um tema quente da atualidade, o painel formado por Gustavo Artese (VPBG Advogados), Emil de Carvalho (Salamanca Group) e com mediação de Núbia Viana (Duosystem) dissecou "A Proteção de Dados do Paciente: controles regulatórios e responsabilidade ética". Um debate que abordou, por exemplo, o acesso às fichas médicas ou a segurança dos dados eletrônicos. E a tecnologia marcou também a apresentação seguinte, quando Roberto Cruz, CEO da Pixeon, deu voz à contribução do setor de TI para a sustentabilidade da Saúde, contando "A Experiência de compliance da Pixeon" aos presentes.

Tendo em mente a assinatura da Carta de São Paulo, chegou o momento de discutir a importância desse tipo de compromissos e Sérgio Madeira (Abraidi) foi o mediador da discussão sobre "O papel dos acordos setoriais na auto-regulamentação do mercado de saúde", com a companhia de Jorge Abrahão (Instituto Ethos). A troca de ideias foi constante e os temas se sucederam, suscitando a intervenção do público, sempre muito ativo. O talk Show "O papel da indústria na promoção de práticas éticas na cadeia da Saúde", mediado por Carlos Alberto Goulart (Abimed), deu a palavra a Denis Jacob (BD), Luís Felipe Kietzmann (Alcon) e Alexandre Serpa (Drogaria Onofre), responsáveis de compliance das respectivas instituições.

Em mais um momento marcante do Fórum Hospitais Compliance, Reinaldo Braga, publisher da revista Diagnóstico, lançou o Prêmio Ethics. Acompanhado por Fabrício Campolina (Abimed), o jornalista e idealizador do evento, explicou as regras do galardão e a importância para o setor de saúde brasileira.

Retomando a sessão de palestras, o microfone teve em Vinicius de Carvalho (Presidente do CADE) um novo dono. "A função do Cade no estímulo a livre concorrência no mercado de saúde" foi a temática mediada por Cícero Andrade (Fenaess) e motivou uma concorrida sessão de questões e respostas, rica em comparações com outros setores do mercado brasileiro, estabelecendo pontos de comparação com a saúde.

O evento terminou com o talk show "Fornecedor compliance/comprador compliance: o mercado de saúde está preparado para essa equação?". Carlos Figueiredo (Anahp) mediou um grupo de debatedores de diferentes quadrantes do setor de saúde. Aurimar Pinto (Abimed), Paulo Fraccaro (ABIMO), Maurício Barbosa (Bionexo) e Claudia Scarpim (Abraidi) possibilitaram aos presentes, por exemplo, perceber a importância da CPI de Órteses e Próteses para mudar o paradigma ético na saúde, ou a importância da tecnologia na hora de aumentar a transparência nos negócios.

Após o final do evento a opinião era unânime e foi traduzida em uma frase de Don Sinko, CIO da Cleveland Clinic: "Fiquei impressionado pela presença de um grande número de presidentes e diretores do setor de Healthcare querendo implementar programas de compliance em suas organizações. Eles conquistaram uma compreensão do valor que compliance e ética trazem aos seus funcionários e fornecedores, bem como à própria empresa, e a importância da sua liderança para o sucesso. A revista Diagnóstico magazine realizou um excelente trabalho ao organizar este evento para o Brasil."

Clique aqui e saiba mais sobre a assinatura da Carta de São Paulo.
Clique aqui e saiba mais sobre o primeiro dia da edição 2015 do Fórum Hospital Compliance.
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