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06/08/13
UTI pode desencadear estresse no paciente
Reportagem do NYT aborda a questão do Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), problema psicológico que ocorre em resposta às situações de estresse em UTIS
The New York Times

Uma reportagem do The New York Times, publicada nesta segunda-feira (05), abordou a questão do transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) – que são problemas psicológicos que ocorrem em resposta às situações de estresse – em UTIs nos EUA. Anualmente, cerca de 5 milhões de pacientes passam por UTIs no país e estudos revelam que até 35% deles podem sofrer de sintomas do TEPT por até dois anos após o internamento. “Especialmente se a permanência tiver sido prolongada em decorrência de uma doença grave”. Os sintomas do TEPT, diz o texto, incluem pensamentos intrusivos, tendência a evitar certas situações, oscilações de humor, insensibilidade emocional e comportamento imprudente.

A reportagem cita o médico O. Joseph Bienvenu, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Maryland. Segundo ele, todos ficam atentos a alguns sintomas quando um paciente deixa a UTI. “Mas é raro que eles sejam examinados com relação a sintomas psiquiátricos”. Assim, atualmente, médicos estão tentando evitar ou abreviar a duração destes transtornos. 

Em países como Reino Unido e Alemanha, de acordo com a reportagem, as enfermeiras de muitas UTIs mantêm um diário do atendimento prestado ao paciente, com acréscimos da família, que é entregue após a alta. “O próprio ambiente da UTI pode parecer sinistro: luzes aterrorizantes e indiferentes ao sono; cacofonia de máquinas e alarmes”.

Alguns pesquisadores já começaram a identificar os tipos de tratamento que levam às lembranças mais assustadoras, como a sedação, que é crucial na UTI para administrar a dor e para obrigar os pacientes a ficarem parados. “Acredita-se atualmente que uma classe de sedativos conhecida como benzodiazepinas, que inclui a droga Valium, possivelmente intensifique as alucinações que são tão assustadoras para pacientes de UTIs”.

Para tanto, no início do ano, a Sociedade de Medicina Intensivista divulgou novas diretrizes de sedação e solicitou aos médicos de UTIs que tratem a dor em primeiro lugar, “para só então cogitarem o uso de benzodiazepinas contra a ansiedade”. Isto porque “uma sedação mais leve parece estar associada a uma melhor recuperação física e cognitiva e também a alucinações menos frequentes e assustadoras”.

A reportagem também cita a experiência da médica britânica Sarah Wake, entubada e sedada, em 2011, após ter reação a uma medicação. Segundo ela, as lembranças delirantes e fragmentárias dificultam seu entendimento sobre o que aconteceu. “Isso impediu minha recuperação psicológica e levou ao desenvolvimento do TEPT”. Sarah ficou incapacitada de trabalhar no hospital durante meses.

*As informações são do The New York Times.



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