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09/05/14
Venezuela: falta de medicamentos agrava crise na saúde
Banco Central venezuelano assinalou que, no final de março, metade dos medicamentos já estavam em falta no estoque do país
Da redação

Cansada da escassez de suprimentos médicos, que atingiu a marca de 50% em março, uma cirurgiã em frente a um hospital de Caracas segura um cartaz com a seguinte frase: "Não são só as balas que matam, a falta de medicamentos também!". As informações são da AFP.

Segundo organizações não-governamentais, no país, onde vivem 30 milhões de pessoas, 65 pessoas são mortas todos os dias, vítimas da falta de segurança. E em razão da falta de material para hemodiálise, a vida de nove crianças foi colocada em perigo nesta semana num hospital da capital.

De acordo com informações do Banco Central venezuelano, no final de março, metade dos medicamentos estavam em falta no estoque do país que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo - o que representa um lucro de cerca de 100 bilhões de dólares anuais.

Segundo o presidente da Federação Médica venezuelana, Douglas Leon Natera, cerca de 95% dos hospitais do país têm apenas 5% dos móveis necessários para seu pleno funcionamento porque "o governo não se preocupou em equipá-los".

Há anos ocorrem manifestações de pacientes, médicos e enfermeiros em frente aos hospitais públicos devido à precariedade cada vez maior de materiais e produtos - majoritariamente importados - e a deterioração das infra-estruturas.

A crise na área de saúde no governo do presidente socialista Nicolás Maduro, herdeiro de Hugo Chávez, morto em 2013, se agravou devido a uma crescente escassez de divisas, que agora atinge também o setor privado.

A dívida de 4 bilhões de dólares que o governo tem com as importadoras farmacêuticas, equipes e materiais médico-cirúrgicos leva à falta de medicamentos nas clínicas privadas. Tudo isso no âmbito de um rígido controle cambial instaurado em 2003.

Nos últimos anos, quando as reservas do Estado caíram de 30 a 20 bilhões de dólares, os atrasos de pagamento se acumularam, as linhas de crédito se esgotaram e a precariedade aumentou.

De cada mil materiais médicos, 194 estavam em absoluta falta nos estoques em março, e 90 produtos estavam em situação crítica, afirmou o representante da Associação das Clínicas e Hospitais da Venezuela, Cristino Garcia

Segundo dados do ministério da Saúde divulgados a uma década, a Venezuela possui 299 centros hospitalares públicos. A administração dos centros cabe à Segurança Social e ao ministério da Saúde, mas também às Forças Armadas e até mesmo à estatal petroleira PDVSA.

Para Fernando Bianco, presidente do Colégio de Médicos de Caracas, a crise é a mesma vivida há 20 ou 30 anos que a revolução (chavista) encontrou ao chegar ao poder, em 1998.

Em 2013, o governo anunciou a criação de um "estado-Maior da saúde" e investiu 7,7 bilhões de dólares no setor. Mesmo assim, Maduro foi obrigado a reconhecer que o estado geral dos hospitais continuava "uma vergonha".

cerca de 14.000 médicos (55% dos clínicos de todo o país) deixaram o setor hospitalar nos últimos anos e 7.500 foram para outros países. Ao mesmo tempo, a Venezuela fez uma parceria - nos mesmos moldes como ocorre no Brasil - com o governo de Cuba para enviar médicos aos bairros mais pobres do país caribenho.



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