home notícias Mercado e Negócios
Voltar Voltar
19/12/17
50% da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde
Quase 100 milhões são obrigadas a viver com menos de US$ 1,90 por dia por conta desses gastos
Da redação
Segundo dados do Banco Mundial e da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de metade da população não tem acesso a serviços essenciais de saúde e as que têm gastam a maior parte do orçamento com despesas médicas. De acordo com o documento,  800 milhões de pessoas no mundo gastam 10% do que ganham com saúde e quase 100 milhões são obrigadas a viver com menos de US$ 1,90 diários por conta desses gastos. A divulgação desse relatório vai na esteira de um dos objetivos da OMS: o de estimular o investimento de países no acesso universal a serviços de saúde. 

Segundo a entidade, todos seus países membros se comprometeram a tentar oferecer o acesso expandido à saúde até 2030. "É completamente inaceitável que metade do mundo ainda não tenha cobertura para os serviços de saúde mais essenciais", disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em nota. "E é desnecessário. Existe uma solução: a cobertura de saúde universal (UHC) permite a todos obter os serviços de saúde de que precisam, quando e onde precisam, sem enfrentar dificuldades financeiras", continuou.

Não são todos os países no mundo que oferecem acesso universal à saúde: quando todos os cidadãos têm acesso gratuito e completo a serviços de médicos. O Brasil, com o SUS, oferece acesso universal. Países como Holanda, Reino Unido e Canadá também oferecem. Nos Estados Unidos e na África do Sul, por exemplo, não há acesso universal. O documento mostra que, se por um lado há o acesso maior a alguns tratamentos, como o de drogas anti-HIV e vacinas, esse acesso é lento e desigual no mundo. Um outro ponto é que parte desse acesso é conquistado com sacrifício financeiro de famílias.

Nos países de baixa e média renda, apenas 17% das mães de crianças em lares mais pobres recebem as intervenções de saúde básica para o cuidado de crianças, como testes essenciais e vacinas. Já nos países de renda alta, esse índice é bem maior: 74% das famílias têm acesso a serviços básicos durante a maternidade.
Tags: OMS, saúde


PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.