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16/06/14
Ações do setor de saúde desaceleram na Bolsa de Valores
Segundo analistas, menor ritmo de crescimento da economia e risco de aumento da informalidade nos empregos é fator preocupante para o setor
Da redação

A desaceleração no ritmo de valorização das empresas de saúde na Bolsa de Valores é uma tendência devido à menor geração de empregos formais na economia brasileira. A ação da Qualicorp, que chegou a apresentar ganhos de 76,5% no período da oferta pública inicial (junho de 2011 a março de 2014), foi a mais negociada do setor, e nesse segundo trimestre já começou a apresentar sinais de menor valorização. As informações são do DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.

O papel da Qualicorp fechou cotado em R$ 24,44 na última quarta-feira (11), com alta de 7,73% no ano. No mesmo pregão, só que em ritmo menor, as ações da Odontoprev encerraram em R$ 9,75, com queda de 0,8% no ano, até 11 de junho. De acordo com a analista da Coinvalores, Sandra Peres, o menor ritmo de crescimento da economia brasileira e o risco de um aumento da informalidade nos empregos é um fator preocupante para as empresas abertas do setor de saúde. Ainda segundo a corretora, a Qualicorp apresentou resultados financeiros fortes no primeiro trimestre e segue com a estratégia de parcerias de grande porte no setor de planos de saúde coletivos.

Dados do balanço do primeiro trimestre de 2014 aponta que o lucro líquido reportado pela Qualicorp cresceu de 181,2% para R$ 26,4 milhões, ante R$ 9,4 milhões do mesmo período no primeiro trimestre de 2013. Já o lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2014 subiu 105,8% para R$ 58,6 milhões. 

De acordo com Henrique Florentino, analista da Um Investimentos, as empresas abertas voltadas para a saúde privada, como a Qualicorp, permanecem com boas perspectivas para o longo prazo, apesar dos riscos macroeconômicos no horizonte de curto prazo. Segundo Florentino, o Estado vai continuar ineficiente em relação à saúde pública com o SUS (Sistema Único de Saúde).

No entanto, o analista alerta para a diminuição dos papéis listados na Bolsa e para a queda de liquidez das ações de empresas de diagnósticos. A Dasa, segundo Florentino, praticamente já fechou o capital e há poucos negócios no pregão e o fundo Gávea também poderá fechar o capital do Grupo Fleury. Este ano, até a última quarta, as ações da Dasa apresentaram valorização de 4,05% e o papel fechou por R$ 15,15. No mesmo período, a ação da Fleury apresentou queda de 9,3% em 2014 e encerrou a R$ 16,69.

Em relação aos resultados financeiros, no primeiro trimestre de 2014 o lucro líquido do Grupo Fleury cresceu 21,1% para R$ 26,111 milhões, ante os R$ 21,558 milhões no primeiro trimestre de 2013. Na mesma proporção, a Dasa registrou crescimento de 21,7% em seu lucro líquido para R$ 28,7 milhões no primeiro trimestre de 2014, em comparação com os R$ 23,6 milhões obtidos em idêntico trimestre do ano passado.

Para analistas, mesmo após a aprovação, em setembro de 2013, da vinculação de 25% dos royalties do petróleo do pré-sal voltados à saúde pública, a falta de eficiência da saúde pública favorece as empresas listadas do setor de saúde privada. Segundo as projeções, serão R$ 4 bilhões a mais por ano ao SUS até 2022, cerca de 5% do orçamento anual do Ministério da Saúde de R$ 82,5 bilhões para 2014. "A concorrência é forte, mas plano de saúde privado é o primeiro item de consumo das classes sociais emergentes", diz Florentino.

As informações são do DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.



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