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28/11/14
Alemã Merck aposta em biológicos e países emergentes
Belén Garijo, presidente executiva da divisão biofarmacêutica da Merck: nos últimos anos, grupo tem executado um esforço contínuo para globalizar a operação que estava concentrada na Europa
Valor Econômico

Com o objetivo de traçar a estratégia que deverá garantir a continuidade do crescimento dos negócios em um ambiente de concorrência cada vez mais acirrado, a farmacêutica alemã Merck irá apostar em mercados emergentes e produtos biológicos e de alta complexidade. As informações são do Valor Econômico. 

Três áreas consideradas prioritárias - oncologia, imuno-oncologia e imunologia e doenças auto-imunes - deverão receber atenção especial em reação ao desenvolvimento de produtos inovadores. Atualmente, o grupo, um dos maiores fabricantes de medicamentos e a mais antiga indústria química e farmacêutica em operação, investe cerca de € 1 bilhão por ano em pesquisas clínicas com medicamentos biológicos.

O terceiro pilar do planejamento da multinacional, que obteve faturamento mundial de € 10,7 bilhões e 250 milhões de euros no Brasil no ano passado, inclui a gestão do ciclo de vida das principais marcas, com vistas a aproveitar ao máximo as oportunidades de mercado e buscar o balanço ideal entre global e regional.

De acordo com a médica espanhola Belén Garijo, 54, presidente executiva da divisão biofarmacêutica, a Merck Serono, nos últimos anos, o grupo tem executado um esforço contínuo para globalizar a operação que estava concentrada na Europa. Esses esforços já resultaram em uma maior pulverização geográfica. 

Atualmente, mais de 40% das receitas são geradas em países emergentes. Além disso, a maior contribuição para o crescimento das vendas nos últimos dois anos veio da América Latina, embora China, Índia e Oriente Médio também estejam mostrando índices de expansão significativos.

O Brasil, segundo a executiva, cumpre o papel de plataforma produtiva para a região e, logo mais, deverá assumir uma posição relevante para o desenvolvimento de produtos biossimilares para esse mercado.

Recentemente, a mudança do foco geográfico foi acompanhada por alterações na estrutura de comando do grupo. No dia 1º de janeiro, Belén Garijo assumirá novas atribuições envolvendo um importante marco para a Merck. Além de tornar-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira no conselho executivo global da multinacional, Belén será a primeira executiva de nacionalidade não alemã a integrar o grupo de elite da multinacional.

No conselho, Belén Garijo responderá por todo o negócio do setor farmacêutico, que inclui, além da Merck Serono, as operações de saúde do consumidor, alergia e biossimilares. Além disso, Stefan Oschman, que lidera a unidade farmacêutica do grupo alemão, foi nomeado vice-presidente executivo e vice-presidente do conselho executivo da Merck. Com sede em Darmstadt, a companhia tem cerca de 30% de seu capital mercado e a fatia majoritária, de 70%, segue nas mãos da família que dá nome ao grupo.

Em visita ao Brasil, Belén ressaltou a importância da medicina biológica para o futuro da indústria e da saúde humana. Além disso, a executiva falou sobre a recente parceria firmada com a americana Pfizer, que marca a entrada da Merck no mercado de oncologia dos Estados Unidos. O acordo representa um dos maiores já firmados pela indústria farmacêutica em torno de uma droga que saiu da fase um de testes.

Segundo o acordo, a Pfizer pagará cerca de US$ 2,85 bilhões à alemã para desenvolver em conjunto um anticorpo que poderá ser utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer. Inicialmente, as pesquisas estarão concentradas no anticorpo anti-PL-D1, que em uma primeira fase de testes tratou mais de 550 pacientes.

Além disso, a parceria com a brasileira Bionovis - formada pelas empresas Aché, EMS, Hypermarcas e União Química -, prevê o desenvolvimento, fabricação e comercialização de medicamentos biológicos utilizados para tratar câncer, artrite reumatóide e esclerose múltipla. 

O acordo possibilitará à Merck ampliar a presença no sexto maior mercado farmacêutico do mundo. Segundo Belén, a intenção é desenvolver soluções realistas e transferir tecnologia para aumentar a participação no Brasil.

O acordo, firmado em abril, aconteceu no âmbito das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) - programa do governo federal que envolve laboratórios públicos e privados e capital estrangeiro. Segundo dados do IMS Health, o acrodo prevê a produção de sete drogas biossimilares, cujo faturamento global alcança US$ 38,1 bilhões.

Dois medicamentos envolvidos na parceria pertencem à Merck: o Erbitux, campeão de vendas utilizado no tratamento do câncer e que ainda não é vendido no Brasil; e o Interferon beta 1ª, utilizado para o tratamento de esclerose múltipla, já disponível no país.

As outras cinco drogas foram desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer, Roche e Abbot, e terão biossimilares desenvolvidos pela Merck diante da perda de patente. 

À medida que os negócios da Merck crescem na América Latina, a fábrica de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, se torna uma potencial candidata a novos projetos de expansão. A intenção, de acordo com Belén, é continuar investindo no Brasil e consolidar a parceria com a Bionovis.

Assim como nos demais mercados emergentes, o avanço das vendas da Merck ocorre através da medicina geral e cardiometabólica. Com a ampliação do portfólio no país, porém, o motor de expansão dever ser outro. A expectativa, para Belén, é a de que o crescimento se dará por meio dos medicamentos biológicos.

As informações são do Valor Econômico.



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