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03/06/13
Alguns medicamentos de referência já são mais baratos que genéricos
Com ritmo de venda mais lento, laboratórios tentam descobrir novos caminhos para continuar avançando acima dos dois dígitos
Valor Econômico

O ritmo de vendas de medicamentos genéricos está mais lento. O movimento de expansão acelerado foi observado sobretudo entre 2010 e 2011, quando importantes patentes expiraram perdeu força apesar do crescimento de vendas mês a mês desse tipo de remédio. Contudo, isso não significa que o setor está em crise. Mas o alerta foi ligado e os laboratórios tentam descobrir novos caminhos para continuar avançando acima dos dois dígitos.

De acordo com fontes do setor, as vendas de genéricos em abril alcançaram 65,321 milhões de unidades, o que representou alta de 26% sobre igual período do ano anterior. Em receita, os genéricos atingiram US$ 570,5 milhões, aumento de 23% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em relação aos dados consolidados do ano até abril, há uma ligeira retração de crescimento. De janeiro a abril, as vendas desse tipo de medicamento somaram 242,2 milhões de unidades, 18% de elevação sobre os primeiros quatro meses do ano passado. Em receita, totalizou US$ 2,044 bilhões, com alta de 12% sobre o mesmo período de 2012.

Algumas indústrias reduziram os descontos concedidos nos medicamentos devido à elevação dos custos de produção e a consequente queda das margens. Por lei, os genéricos são 35% mais baratos que os de referência, mas a média de descontos sobre esses produtos superava os 50%. As indústrias acreditam que o mercado de genéricos continuará firme, mas não com o mesmo fôlego dos últimos meses. Devido às margens mais apertadas, muitas indústrias passaram a rever suas estratégias agressivas de descontos. Na prática, alguns medicamentos de referência e os similares já estão até mais baratos que seus genéricos.

De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), realizado no início de abril, alguns genéricos estão mais caros do que os produtos de referência. Como o omeprazol, que está cotado a R$ 66,40 no mercado (20 mg com 28 cápsulas), enquanto o seu similar (marca Peprazol) sai a R$ 64,57. O azitromicina (500 mg com dois comprimidos) sai a R$ 20,31, enquanto o de referência (Zitromax) está R$ 20,31. O cloridrato de sertalina (50 mg com 38 comprimidos) sai a R$ 65,62, enquanto o Zoloft (referência) está R$ 64,67.

No início de abril, a resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), publicada no Diário Oficial da União, autorizou reajuste de até 6,31% nos preços dos remédios. Mas as indústrias farmacêuticas consideraram o índice baixo e alegaram que o reajuste não repõe o aumento de custos de produção.

O Idec discordou da reclamação dos laboratórios. De acordo com uma pesquisa sobre preços de medicamentos, realizada pelo instituto, em fevereiro, 65% dos 40 produtos analisados (referência, genérico e similar) apresentaram o preço médio com reajuste em relação à mesma pesquisa de 2009. Nesse período, 13 produtos (32,5%) ficaram acima da inflação acumulada medida pelo IPCA. Para uma inflação no período de 25%, os remédios estavam entre 26% e 52% mais caros. E 14 medicamentos (35% da amostra) registraram queda no preço médio (entre -3% e -64%). Ainda de acordo com o Idec, o preço teto da política de regulação está elevado, distante do que é praticado pelo mercado.

*As informações são do Valor Econômico.



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