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01/03/12
Anvisa investiga irregularidades em esterilizadoras
Inquérito surge após denúncia da Secretaria da Saúde de SP sobre a suspensão das atividades da Sterimed, de Cedral, que reprocessava materiais hospitalares descartáveis
Da redação

Nesta quarta-feira (31), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta mobilizando as vigilâncias sanitárias estaduais para que fiscalizem as cerca de 40 empresas esterilizadoras de materiais hospitalares existentes no país. A exigência veio após denúncia da Secretaria de Estado da Saúde sobre a suspensão das atividades da Sterimed Serviços de Esterilização, de Cedral (424 km de São Paulo), que reprocessava materiais hospitalares que podem ser utilizados somente uma vez. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

A constatação de irregularidade na Sterimed foi feita após blitz nos dias 15 e 16, com o apoio da Polícia Civil. Na ocasião, foram encontrados produtos como seringas injetoras e alicate para cirurgias ortopédicas. "A intenção é identificar se o processo operacional irregular que foi identificado [na Sterimed] ocorre em outras empresas e unidades de saúde", afirmou o médico Luiz Carlos da Fonseca e Silva, coordenador do processamento de produtos para a saúde da Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa.

 

Na terça-feira (28), a Sterimed informou que muitos materiais eram enviados pelos clientes sem rótulos, o que dificulta a identificação do que é proibido ou não reprocessar. Porém, segundo Silva, as normas que regulamentam a esterilização são claras e que não há falhas. "A empresa não pode, por exemplo, receber materiais sem rótulos."

 

Anteontem, o advogado da Sterimed, Marcelo Poli, afirmou que a empresa irá entregar ao Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo documentos com nomes de duas empresas paulistas que, de acordo com ele, oferecem serviços de reprocessamento de produtos que são similares ou idênticos aos vistos durante a blitz na Sterimed. "Não queremos dar um tom de revanche e sim que outras empresas também sejam investigadas", afirmou o magistrado.

 

INVESTIGAÇÃO – O Ministério Público investiga caso semelhante em Varginha (MG). O órgão deverá averiguar se a empresa Sterimed Varginha, que possui contrato de licenciamento da marca, também pratica a esterilização irregular. Desde 2010, a Promotoria apura a utilização de produtos tóxicos na esterilização de aparelhos pela empresa. O inquérito está em andamento. O advogado da empresa mineira, Pablo de Souza Assis, afirmou desconhecer o andamento do inquérito e as denúncias da Promotoria. A proprietária da empresa Marcela Ferreira de Melo Tiso informou, em nota, que todos os processos de esterilização estão de acordo com a legislação.



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