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16/11/17
Aprovada, 1ª pílula digital causa temor por possível 'Big Brother' biomédico
A aprovação marca um grande passo na tecnologia medicinal
Da redação
A Agência Americana de Regulação de Remédios (FDA), pela primeira vez, aprovou uma pílula digital. Esse é um medicamento atrelado a um sensor que avisa aos médicos quando seus pacientes tomam a medicação. A aprovação, que foi anunciada na segunda-feira (13), marca um grande passo na tecnologia medicinal e na criação de dispositivos digitais criados para monitorar o consumo de remédios e resolver o caro e duradouro problema de pacientes que não tomam a medicação passada por seus médicos. 

Segundo especialistas, a chamada "não adesão" aos medicamentos custa cerca de 100 bilhões por ano - principalmente porque os pacientes ficam mais doentes e precisam de mais custos para a internação. Quando os pacientes não aderem ao estilo de vida ou medicação que foram receitados para eles, as consequências podem ser graves. 

O instrutor de medicina da faculdade de medicina da Universidade de Harvard, Ameet Sarpatwari, acredita que a pílula tem potencial para melhorar a saúde pública, principalmente para os pacientes que querem seguir o tratamento, mas esquecem de fazê-lo. Porém, ele acredita que "se usada de maneira inadequada, pode promover mais desconfianças em vez de confiança".

Um aplicativo de smartphone permite que os pacientes bloqueiem os destinatários sempre que mudarem de ideia. Embora voluntária e inovadora, a ideia ainda pode causar estranheza nos pacientes caso eles se sintam pressionados a seguir com a medicação de uma forma que seus médicos possam monitorá-los. 

Outras empresas também estão desenvolvendo tecnologias de medicação digital, incluindo outro sensor de para ser ingerido e uma forma de reconhecimento visual capaz de confirmar se o paciente colocou a medicação na língua e a engoliu. Nem todas elas precisam de regulamentação e algumas já estão sendo testadas em pacientes com problemas cardíacos, AVC, HIV, diabetes e outras condições.

Essa tecnologia poderia ser testada para monitorar se pacientes pós-operatórios tomaram uma grande quantidade de opioides ou se os participantes de testes clínicos receberam corretamente as drogas testadas. As seguradoras podem, eventualmente, dar a esses pacientes descontos - como incentivo - embora questões como a ética pudessem surgir, já que poderia parecer que esses pacientes estavam sendo coagidos através de benefícios para participar desses experimentos.


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