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08/02/12
Atendimentos são reduzidos pela crise na segurança da Bahia
Hospitais e laboratórios mudam suas rotinas por conta da paralisação de parte dos policias militares
Adalton dos Anjos

Completando nove dias nesta quarta-feira (08) ainda sem acordos, a paralisação de parte dos policiais militares da Bahia já implica na queda do número de atendimentos em unidades de saúde, como hospitais e laboratórios, localizados em diversos bairros de Salvador. Primeira PPP do setor de saúde no Brasil e localizado em um dos bairros mais populosos da capital baiana, o Hospital do Subúrbio registrou redução na entrada de pacientes na emergência durante os primeiros dias da crise na segurança baiana.

 

“No início, as pessoas ficaram com medo de sair de casa e houve uma diminuição na demanda do pronto-atendimento”, comentou Jorge Oliveira, presidente do consórcio Prodal Saúde, responsável pela administração do Hospital do Subúrbio. Devido à carência de serviços públicos de atenção básica na região, a unidade se tornou referência para toda a região do Subúrbio Ferroviário de Salvador, com uma população estimada em 1 milhão de habitantes. “Logo em seguida voltamos a ter demanda, principalmente de casos envolvendo violência por arma de fogo e arma branca”, detalha. A instituição não registrou faltas entre os colaboradores.

 

O Itaigara Memorial, maior unidade de day hospital da Bahia, também percebe reflexos da falta de policiamento nas ruas. “Não tivemos tantos impactos durante o dia, mas nas consultas e cirurgias eletivas marcadas para o final da tarde e início da noite, temos notado uma redução da procura e o não comparecimento dos pacientes”, revelou Fábio Brinço, diretor superintendente. A unidade fica no Itaigara, bairro próximo à região do Nordeste de Amaralina - onde foram instaladas três Bases Comunitárias de Segurança.

 

Outra instituição que teve a rotina alterada nesta semana foi o Labchecap. O laboratório de análises clínicas com dezesseis unidades espalhadas pela capital baiana teve que fechar alguns laboratórios localizados em bairros onde foram registradas ocorrências de arrombamento e assaltos. “Na Pituba e na Liberdade, por exemplo, tivemos que fechar poucas horas depois de abrir as unidades. Em outros locais, estamos encerrando o expediente mais cedo, por volta das 15h, cerca de duas a três horas mais cedo do que o horário normal”, explica o coordenador de comunicação do grupo, Marcelo Viana Bernardino.

 

Mesmo com a redução da procura por atendimento, os gestores do Itaigara Memorial preferiram não alterar o funcionamento da instituição. Os colaboradores estão sendo levados até as suas casas, após o expediente. “Fizemos uma ampliação da rotina que já existia na unidade”, afirmou Brinço. Ainda segundo o executivo, o esquema de segurança nos prédios onde o hospital fica localizado não sofreu grandes modificações. “Eles estão tomando medidas preventivas como o monitoramento das pessoas que acessam ao local e as portas, que têm ficado fechadas”, conclui.

 

>> Leia também: Crise na segurança pública na Bahia afeta setor de saúde



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