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22/03/13
Biossimilares atraem investimentos para indústria
No Brasil, laboratórios pretendem crescer em segmentos de maior valor agregado. A nacionalização desses produtos poderá reduzir as importações
Valor Econômico

A expansão do mercado de medicamentos biológicos abriu novas possibilidades para as grandes farmacêuticas internacionais, e o segmento de biossimalares - cópias de remédios mais complexos do que os remédios comuns e produzidos a partir de células vivas - já atrai investimentos de multinacionais com pouca tradição nesse setor.

No mercado internacional, a Sandoz, braço de genéricos da suíça Novartis, lidera o setor. Outras empresas com tradição em biológicos, como a americana Amgen e a Pfizer, que pretende concentrar cada vez mais seus negócios em inovação, já começaram a expandir as pesquisas no segmento de biossimilares. 

De acordo com Laura Hamill, vice-presidente da Amgen para América Latina, Canadá e Austrália, o grupo, que já tem experiência em medicamentos biológicos, possui todas as qualificações necessárias para produzir biossimilares de alta qualidade.

Com pesquisas avançadas nessa área, os medicamentos deverão ser colocados no mercado pelo grupo a partir da segunda metade desta década. No Brasil, a Amgen é dona do laboratório Bérgamo, localizado em Taboão da Serra (SP), com o foco em genéricos. A Pfizer também tem em seu pipeline pesquisas nesse sentido, afirmou Hakan Sakul, diretor-executivo de pesquisa clínica e desenvolvimento da unidade de La Jolla.

Apesar de não serem cópias fiéis dos biológicos, os biossimilares possuem características parecidas com estes remédios e ajudam aumentar o acesso à população em relação aos tratamentos complexos. Nos últimos quatro anos, o Brasil virou alvo de multinacionais interessadas em expandir suas vendas no país e o movimento de internacionalização começou a crescer. Por isso, os laboratórios nacionais são constantemente assediados.

Em 2012, a japonesa Takeda protagonizou o maior negócio nessa área, quando adquiriu por aproximadamente R$ 500 milhões o laboratório Multilab, no Rio Grande do Sul. O negócio foi considerado uma grande oportunidade para o grupo, com foco em medicamentos isentos de prescrição e de inovação na área de tratamentos complexos, como câncer e diabetes, avançar no Brasil.

O mercado de genéricos no Brasil deve continuar em expansão, mas os laboratórios pretendem crescer em segmentos de maior valor agregado, como os biossimilares. As recém-criadas companhias nacionais Bionovis e a Orygen, fecharam acordos para produzir esses medicamentos no país, com apoio do governo federal. A nacionalização desses produtos poderá reduzir as importações.

*As informações são do Valor Econômico.



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