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31/01/12
Brasil cai no ranking de pesquisas que rendem R$ 1,4 bi/ano
Segundo o estudo, enquanto na China existem mais de mil pesquisas em andamento, o Brasil só tem 671, 50% a menos
Da redação

Uma pesquisa realizada pela Frost & Sullivan com dados de 2010 revela que o Brasil está caindo de posição no ranking dos países que mais realizam pesquisas clínicas de novos medicamentos. Segundo o estudo, enquanto na China existem mais de mil pesquisas em andamento, o Brasil só tem 671, 50% a menos. A explicação para a queda no ranking acontece, em grande parte, porque o país ainda é lento na aprovação regulatória que antecede a realização dos estudos A estimativa é de que o mercado de testes de medicamentos movimente R$ 1,4 bilhão por ano, sem contar com o acesso ao conhecimento mais atualizado sobre as doenças e equipamentos para estudar seus efeitos. As informações são do Brasil Econômico.

 

Segundo a Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (Abracro) apesar da inegável capacidade técnica dos profissionais e a excelência dos centros de pesquisa, e do número de voluntários dispostos a participar, o processo é lento e burocrático, devido a obrigatoriedade da aprovação dos protocolos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), os comitês locais (CEPs) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O tempo médio para que o estudo possa ser iniciado no Brasil é de cinco a oito meses, enquanto em outros países está caindo para até 45 dias. Argentina, Colômbia, México se movimentam para diminuir o prazo para aprovação dos ensaios clínicos, 80% realizado pelas multinacionais de saúde. A Coreia do Sul criou um órgão apenas para agilizar o processo e a China abre seu megamercado para os estudos.

 

Em número de pesquisas, o Brasil ainda tem certa folga em relação a outros países da América Latina com México e Argentina e está também no mesmo nível da China. Contudo, “já vemos uma tendência de diminuição nos registros, mesmo na América Latina”, afirma Charles Schmidt, da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (Abracro). A tendência de queda tem chamado a atenção das instituições de pesquisa e do próprio Conselho Nacional de Saúde, presidido pelo ministro Alexandre Padilha, que buscam uma solução para o problema.

 

Segundo a coordenadora do Conep, Gyselle Tannous, medidas já foram tomadas para agilizar o processo. Entre elas, a criação de uma plataforma eletrônica de consulta, o que diminuirá o prazo médio de parecer de 57 para 30 dias. Parte dos cientistas considera a medida insuficiente e sugere que a demora está ligada à exigência de adequação das propostas internacionais às regras brasileiras mais rígidas. “A pesquisa clínica é um campo de conflitos de interesse”, contrapõe Gyselle. “O que o Brasil faz é colocar a defesa dos voluntários em primeiro plano.”



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