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02/12/11
Brasil é primeiro a fabricar remédio pediátrico para Chagas
País já é o único produtor do medicamento para uso adulto, através de parceria público-privada
Da redação

O Brasil será o primeiro país no mundo a produzir medicamento de uso infantil para o combate à doença de Chagas Benzonidazol. A produção terá início na próxima semana, e é fruto de parceria público-privada, que também contempla a confecção do medicamento para uso adulto. A previsão é de que ambos os produtos fiquem prontos dentro de 20 dias.


O laboratório privado Nortec entregou ontem, dia 1º, ao laboratório público Lafepe, a matéria prima necessária para a produção final do medicamento, que atenderá à demanda global em 2012. Foram entregues 320 kg de matéria prima para uso adulto e 18 kg para uso infantil ao laboratório público, que fabricará 4,6 milhões de comprimidos, sendo 3,2 milhões de Benzonidazol adulto e 1,4 milhão para uso pediátrico. A produção foi baseada nas demandas que surgiram da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Argentina, Paraguai e Uruguai.


Nortec e Lafepe estão cumprindo o cronograma acordado no último mês de outubro entre o governo brasileiro e os órgãos de cooperação internacional, as Organizações Panamericana de Saúde (Opas) e Drugs for Neglected Deseases Initiative (DNDI). Instituição sem fins lucrativos, o DNDI foi criada para pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para doenças negligenciadas, por organizações como Médicos Sem Fronteira, Fiocruz e Instituto Pasteur. 


Antes da PPP, articulada pelo Ministério da Saúde em abril deste ano, o Lafepe usava o estoque de matéria-prima da Roche, que parou de fabricar o produto por sua baixa rentabilidade. Foi quando o Brasil assumiu a produção mundial. Nos últimos três anos o país distribuiu cerca de 2,7 milhões de comprimidos do medicamento, mais de um milhão só em 2011. Enquanto o Lafepe aguardava a produção da matéria-prima, manteve estoque estratégico de 2.738 caixas do produto.

 

DEMANDA– A demanda externa anual pelo Benzonidazol cresceu 113% em relação à projeção inicialmente realizada pela Opas e DNDI. Passou de 1,5 milhão de comprimidos para 3,2 milhões – deste total, 1 milhão é para estoque estratégico. O envio para outros países que necessitam do produto é feito a partir da Opas e do Médicos Sem Fronteira, de acordo com a demanda de cada localidade. Internamente, a distribuição é feita pelo MS, conforme solicitação dos estados, e a estimativa de consumo é de 500 mil comprimidos por ano.



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