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24/01/12
Brasil fará primeiro transplante multivisceral
Procedimento já é feito há dez anos nos Estados Unidos e pode custar US$ 1 milhão
Da redação

O Brasil está prestes a realizar o primeiro transplante multivisceral, procedimento em que até oito órgãos são transplantados de uma vez para o corpo do paciente. O Ministério da Saúde autorizou o Hospital Albert Einstein e o Hospital das Clínicas de São Paulo a realizarem o procedimento. As chances de rejeição no primeiro ano variam entre 20% e 30%, com taxa de sobrevida chegando a 90% nos melhores centros norte-americanos.  A cirurgia já é feita há dez anos nos Estados Unidos e pode custar US$ 1 milhão. O processo leva de oito a 12 horas e envolve uma equipe de 25 profissionais. O paciente deve ficar, em média, três semanas no hospital. As informações são da Folha de São Paulo.

 

No Brasil, a estimativa é que ao menos 400 brasileiros necessitem desse tipo de transplante. Nos últimos anos, ao menos cinco fizeram a cirurgia no exterior e acionaram, judicialmente, o governo ou os planos de saúde para o reembolso das despesas. Numa primeira fase, o Ministério da Saúde autorizou 20 cirurgias experimentais, dez no HC e dez no Einstein. Para o HC foram liberados R$ 2 milhões. O Einstein fará os transplantes por meio do seu programa de filantropia.

 

"É como pegar um carro velho e trocar o motor inteiro", disse o cirurgião brasileiro Rodrigo Vianna, que dirige o maior centro de transplante multivisceral do mundo, em Indianápolis (EUA). O transplante envolve "a troca" de intestinos, estômago, fígado e pâncreas às vezes, é necessário substituir rins e baço. "Vai depender da extensão da doença."

 

Após o teste, o ministério vai avaliar os resultados, os custos e decidir se o procedimento será feito como rotina. As equipes dos hospitais foram treinadas em centros americanos e ingleses de referência. O HC está "repatriando" um médico do centro de transplante multivisceral de Pittsburgh (EUA), o brasileiro Rui Jorge Cruz Júnior.  Luiz Carneiro, diretor do serviço de transplante de fígado do HC, afirma que a Secretaria de Estado da Saúde estabelecerá, nos próximos dias, os critérios para a realização do transplante. "A preocupação é que a cirurgia não interfira na fila de espera de outros transplantes." 



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