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07/02/12
Câncer de mama: número de internações cresce 10% no País
Em 2011, somente de janeiro à novembro, 2.186 notificações foram feitas por hospitais públicos e privados do Brasil, média de seis casos por dia
Da redação

O número de internações por conta do câncer de mama teve um aumento de 9,8%, em dois anos, na faixa etária entre 24 e 34 anos, revela uma pesquisa feita pelo Delas com base no banco de dados do Ministério da Saúde. Só em 2010, 2.448 casos foram registrados, 209 a mais que 2008, quando foram contabilizadas 2.239 ocorrências. Em 2011, somente de janeiro a novembro, 2.186 notificações foram feitas por hospitais públicos e privados do Brasil, média de seis casos por dia. As informações são do Portal IG.

 

A região onde o aumento do número de internações foi mais acentuado foi a Sudeste, com aumento de 26,9% casos no período (924 para 1.173). Minas Gerais (280 casos), São Paulo (533), Rio de Janeiro (317) e Espírito Santo (43) acumulam 48% de todos os registros dos Estados. Um dos maiores especialistas brasileiros em câncer de mama, o oncologista Antônio Buzaid, afirmou que nos congressos nacionais e internacionais, que reúnem experts e pesquisadores da área, estão sendo discutidas medidas de combate ao câncer. “Está sendo solicitada uma força-tarefa para identificar quais fatores estão levando ao aumento da incidência tão cedo. Ainda não está muito claro o que estamos fazendo de errado”, afirma.

 

Os motivos ainda não estão completamente claros sobre o aumento de casos em jovens do sexo feminino. “As pessoas hoje não descem do carro nem para comprar hambúrguer. Estão inseridas em ambientes de estresse, fumo, sedentarismo e obesidade. As porções nas lanchonetes, de forma desnecessária, são extremamente grandes”, pontua o oncologista, que atua nas redes públicas e particulares de saúde.

 

Um dos motivos de preocupação entre os especialistas é que, enquanto as estatísticas detectam esta ampliação de casos do câncer, a medicina ainda não sabe ao certo como fazer a prevenção da doença. Isso porque, a mamografia, exame mais eficaz para identificar o tumor em uma fase precoce, quando as chances de cura são maiores, não parece ser a melhor opção para detectar a doença em mulheres jovens. “As mulheres com menos de 50 anos têm as mamas muito densas, o que dificulta a precisão do exame”, explica Buzaid. Contudo, o exame deve ser feito periodicamente.

 

Quando acomete mulheres jovens, o tumor costuma ter um comportamento mais agressivo, com taxa de letalidade maior, o que exigira uma detecção ainda mais precoce. Nos últimos congressos, novas drogas para o tratamento do câncer de mama foram eleitas como importantes avanços na terapêutica. Uma delas, chamada TDM-1, droga aliada à quimioterapia, teve eficácia 41% maior, quando avaliada a sobrevida das mulheres já com metástase. A outra, chamada pertuzumabe, também reduziu a mortalidade das pacientes em 38%. Nenhum destes novos remédios está disponível no mercado brasileiro. A projeção é de que até o final do próximo ano os centros especializados já contem com elas. 



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