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30/03/16
Caso de médica que negou atendimento a filho de petista será investigado
Segundo Ariane Leitão, vereadora suplente do PT em Porto Alegre, a pediatra de seu filho recusou o atendimento devido à sua posição política. Comissão de sindicância do Cremers vai verificar se houve ou não indício de falta de ética
Da redação

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) abrirá uma sindicância para investigar a denúncia de Ariane Leitão, secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul durante a gestão Tarso Genro e vereadora suplente do PT em Porto Alegre. Com informações do Extra e Diário Gaúcho.

Ariane Leitão, que é militante do partido há 16 anos, afirma que no dia 17 de março, a pediatra que cuida do seu filho, de um ano e um mês, enviou uma mensagem através do WhatsApp informando que não iria mais atender a criança devido à sua posição política. 

No dia 22, Ariane fez um desabafo no Facebook, relatando o caso. "Ela era pediatra do meu filho desde que ele nasceu. Tínhamos uma consulta marcada na semana passada, a consulta mensal. De repente, pelo WhatsApp, ela disse que estava declinando de ser a pediatra dele por causa da minha filiação partidária, disse Ariane, em entrevista ao jornal Extra.

A mensagem via Whatsapp da pediatra Maria Dolores Bressan foi enviada um dia após a divulgação ilegal de telefonemas entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. "Depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem, onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser Pediatra do teu filho", escreveu a médica.

Leia a mensagem da médica enviada pelo Whatsapp à vereadora Ariane Leitão:

"Bom dia Ariane. Estou neste instante declinando em caráter irrevogável, da condição de Pediatra de Francisco. Tu e teu esposo fazem parte do Partido dos Trabalhadores (ele do Psol) e depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem, onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser Pediatra do teu filho. Poderia inventar desculpas, te atender de mau humor, mas prefiro a HONESTIDADE que sempre pautou minha vida particular e pessoal".

Apoio — Maria Dolores não quis se manifestar sobre o caso e se limitou a dizer que "as declarações sobre o caso serão dadas pelo Sindicato Médico". Nesta terça-feira (29), em entrevista ao Diário Gaúcho, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, defendeu a médica.

"Ela tem que se orgulhar disso. Tem que se orgulhar de ter cumprido o código de ética, de ter sido clara, honesta", disse Argollo. Para justificar a conduta, o presidente do Simers disse que um médico deve evitar atender um paciente ao perceber que, "por algum motivo, não vai se dar bem".

Conforme o Código de Ética, no Capítulo 1 - Dos Direitos Fundamentais, "o médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente".

Sindicância — A denúncia foi formalizada no Cremers no final da tarde desta segunda-feira (28). De acordo com o presidente da entidade, Rogério Aguiar, o Cremers vai seguir os passos habituais para esse tipo de situação."O caso será investigado por uma comissão de sindicância e se for considerado que houve indício de falta de ética, a sindicância evolui para um processo ético-profissional. Caso contrário, a sindicância é arquivada".



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