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25/07/13
China anuncia reformas no sistema de saúde
Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar do país anunciou, nesta quinta-feira (25), que o país vai aprofundar os esforços para reformar o sistema de saúde nacional ainda este ano
Da Redação

A Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China anunciou nesta quinta-feira, 25, que o país vai “aprofundar os esforços para reformar o sistema de saúde nacional” ainda este ano, segundo informou o site em inglês do jornal Xinhua, um dos mais populares daquele país. Cerca de 900 milhões de chineses vivem em assistência médica adequada desde 1980, quando uma reforma política transformou o antigo sistema de atendimento universal em um modelo de atendimento pago, que restringiu a medicina avançada à elite chinesa.

Segundo um esboço de reforma apresentado recentemente pelo Conselho de Estado, a China se propõe a realizar 26 ações, que incluem a aceleração da construção de um sistema nacional de saúde, a consolidação do sistema de medicamentos básicos, a melhoria do funcionamento das instituições médicas, reforma e criação de hospitais públicos, além de garantir subsídios para médicos que trabalham em zonas rurais.

Em artigo publicado recentemente no site de notícias Huffington Post, um dos mais acessados nos Estados Unidos, a médica sino-americana Leana Wen, contou a história de um trabalhador rural chinês de 48 anos, portador de câncer de pulmão, que viajou por dois dias para uma consulta no hospital mais próximo. Mesmo com chances de cura, ele voltou para o seu vilarejo resignado a morrer porque não poderia arcar com o tratamento, que custaria mais do que o dobro de seu salário anual.

Segundo a NHFPC, o país vai criar um mecanismo para avaliar e monitorar o processo de reformas e, enquanto elas não acontecem, resolver os problemas emergentes em tempo hábil. De acordo com a comissão, as 26 tarefas serão executadas em conjunto pela NHFPC, o Nacional de Desenvolvimento e Reforma da Comissão, o Ministério das Finanças, o Ministério dos Recursos Humanos e Segurança Social e do Gabinete da Comissão Estadual de Reforma do Sector Público, entre outros órgãos de governo.

Autora do livro Quando os médicos não ouvem e professora da Harvard School of Medicine, Leana Wen afirmou em seu artigo: o que o emergiu é um sistema fragmentado, repleto de ineficiências e incentivos perversos. Em Pequim, se um médico diagnostica alguém com um resfriado comum e envia o paciente para casa recebe menos de um dólar. Mas se ela ordena testes e administra antibióticos recebe 100 vezes mais.

Para ela, existem preocupações éticas adicionais. Porque os governos locais têm a responsabilidade final para a prestação de serviços, as províncias mais pobres podem pagar seus médicos pouco mais do que a trabalhadores braçais. Segundo Leana, os médicos complementam o seu salário através de outros meios. Alguns ganham até 5 vezes o seu salário através de propinas de empresas farmacêuticas ao prescrever novos medicamentos caros, outros aceitam subornos diretos de pacientes  como promessa para um melhor atendimento.



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