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26/11/13
Com aporte, Pixeon tem planos de crescer na nuvem
Com o financiaento de R$ 50 milhões do fundo de investimentos Riverwood Capital, empresa provimento de sistemas por internet facilitará novas aquisições
Da redação

Para concretizar o plano anual de crescimento de 50% nos próximos cinco anos, Pixeon Medical Systems, empresa brasileira especializada em sistemas para o setor de saúde, com sede em Florianópolis, acaba de receber um aporte de R$ 50 milhões do fundo de investimento Riverwood Capital. As informações são do Valor Econômico.

Nos próximos três anos, os recursos serão aplicados para reforçar a equipe de vendas da companhia, acelerar o desenvolvimento de novos produtos e na aquisição de outras empresas. O percentual da participação adquirida não foi revelado. Mas, segundo empresas do setor, trata-se de uma fatia minoritária relevante.

Essa é a segunda rodada de aportes na Pixeon. A primeira aconteceu no final de 2011, quase um ano antes da fusão entre a Pixeon e a Medical Systems. Os primeiros recursos foram injetados pela Intel Capital - braço de investimento da fabricante de chips -, que comprou uma participação de 23% na Pixeon por um valor não revelado.

A Pixeon desenvolve sistemas que são utilizados por hospitais e clínicas para a análise de exames por imagem, armazenamento de laudos e diagnósticos médicos, e administração das atividades diárias. A companhia tem 160 funcionários e não divulga sua receita.

De acordo com diretor-executivo da Riverwood Capital, Joaquim Lima, o interesse pela Pixeon surgiu através da estratégia do fundo americano de diversificar seus investimentos na América Latina. 

Com operação na região desde 2011, até o momento o fundo vinha aplicando recursos em companhias de infraestrutura e serviços de tecnologia da informação (TI). Entre as investidas está a empresa brasileira de centros de dados Alog, e a chilena Synapsis, que atua com serviços de TI.

Segundo Lima, existem oportunidades no setor de software que permitem a criação de empresas que sejam consolidadoras. "O mercado brasileiro comporta ter grandes companhias que são líderes em segmentos específicos. Especialmente as que tenham foco na oferta de serviços pelo modelo de computação em nuvem", disse 

E é exatamente esse o caminho que a Pixeon pretende seguir. Segundo o executivo-chefe da Pixeon, Roberto Cruz, esse tipo de oferta ajudará a companhia a entrar no mercado de pequenas empresas. 

Atualmente, os 1,2 mil clientes da Pixeon são de porte médio e grande e o modelo da nuvem permite que as empresas utilizem sistemas sem precisar fazer grandes investimentos em infraestrutura de tecnologia. Basta uma boa conexão à internet. O pagamento é feito mensalmente de acordo com o número de usuários.

O Clickvit, uma espécie de rede social de diagnósticos, é outro projeto que receberá maior atenção. Nela, os pacientes poderão manter um histórico de exames realizados em diferentes laboratórios, e médicos poderão interagir com pacientes e outros profissionais de clínicas e hospitais com o objetivo de acelerar o fluxo de trabalho.

Segundo o executivo, atualmente, 60% dos exames realizados no Brasil têm resultados normais ou sem alterações. Isso significa dizer que o paciente não precisaria voltar ao médico para fazer uma nova consulta. Com o Clickvita, isso poderá ser feito. 

Pelo sistema, o médico pode acessar os resultados e fazer sua avaliação. Caso o paciente não precise de uma nova consulta, o médico pode aproveitar o tempo livre para outros atendimentos.

Além disso, o médico poderá conversar diretamente com o radiologista responsável pelos exames para discutir o diagnóstico. O sistema já está em uso através de uma clínica de Florianópolis. "É bom para o médico e para o convênio também porque reduz o custo de refazer exames", disse Cruz. 

Segundo Cruz, nos últimos 12 meses a Pixeon registrou 40% de crescimento em receita. "Apesar de a economia brasileira não ter tido um grande crescimento este ano, a área de saúde está bastante aquecida", afirmou o executivo.

Segundo ele, nos últimos anos os valores que os planos de saúde pagam às empresas de medicina diagnóstica e hospitais não foram reajustados de acordo a variação da inflação. Com isso, as instituições de saúde têm procurado investir mais em softwares e outras tecnologias para reduzir custos e melhorar a produtividade, embora não tenham informado a economia prevista.

Fora do Brasil, há dois anos a companhia começou a atuar no mercado argentino e, atualmente, possui 20 clientes no país vizinho. A receita obtida no exterior corresponde a aproximadamente 5% da receita total da Pixeon. 

Para 2013, a meta é expandir a operação na América Latina, começando com operações na Colômbia e no México. "Já tivemos uma experiência em como lidar com clientes no exterior. Ano que vem vamos fortalecer a expansão internacional", disse. O executivo não divulgou as metas para o mercado internacional.



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