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27/04/15
Com oferta de U$$ 40 bi, Teva vira gigante dos genéricos
Aquisição da americana Mylan evidencia uma empresa que já é considerada um pilar da economia israelense e o principal nome no mercado mundial de genéricos
Valor Econômico

A oferta da Teva Pharmaceuticals de US$ 40 bilhões pela americana Mylan, uma das principais farmacêuticas do ramo dos genéricos, evidencia uma empresa que já é considerada não apenas um pilar da economia israelense, mas também o principal nome no mercado mundial de medicamentos genéricos de baixo custo. As informações são do Valor Econômico.

Caso a transação seja bem­sucedida, o negócio deverá reforçar a liderança da Teva no mercado de genéricos e também protegê-la da perda de patente, em breve, de seu medicamento de maior venda, o Copaxone, para tratamento de esclerose múltipla.

Na semana passada, a FDA (Food and Drug Administration), agência de saúde americana, deu o sinal positivo para a primeira versão genérica do Copaxone, que representou 20% da receita da Teva e quase metade do lucro em 2014. A notícia aumentou a pressão sobre a empresa israelense para encontrar novas fontes de crescimento. 

Assim como a Teva, a Mylan tem o seu próprio produto com direitos registrados, de maior margem de lucro: o EpiPen, um tratamento emergencial para reações alérgicas, que também enfrenta a competição de genéricos.

A Teva avlia que a fusão com a Mylan pode gerar economias anuais de custos e impostos de US$ 2 bilhões, o que ajudaria às duas empresas a lidar melhor com os desafios pela frente e a desenvolver novos produtos mais caros. Investidores vinham pressionando a israelense para ser mais agressiva, já que rivais - como a Actavis - também realizaram operações em fusões e aquisições nos últimos 12 meses.

Em março, ao acertar a compra da Auspex Pharmaceuticals, dos EUA, por US$ 3,2 bilhões, a Teva havia mostrado sinais de que entraria na onda de fusões. Na ocasião, o executivo­chefe, Erez Vigodam, se referiu à ação como um primeiro passo importante para impulsionar o crescimento da companhia.

Considerada a maior empresa israelense em vendas, desde que comprou a Cephalon, em 2011, por US$ 6,8 bilhões, a Teva vinha adotando uma abordagem cautelosa em relação às fusões e aquisições, já que nessa transação ela não obteve os retornos desejados e ainda ficou carregada de dívidas. 

O episódio marcou o início de um período de turbulência para a Teva. Para comandar a recuperação, a companhia indicou o seu primeiro executivo-chefe não israelense ­ Jeremy Levin, que era da Bristol­Myers Squibb, dos EUA. 

Sob pressão de acionistas ativistas, como Philip Frost, presidente do conselho que trabalha nos EUA e o havia contratado, e após confrontar-­se com o conselho de administração sobre a estratégia, Levin renunciou em 2013. Sob a nova liderança de Vigodam e de Yitzhak Peterburg, que sucedeu Frost, a oferta pela Mylan é a primeira grande investida.

Em termos de vendas, a Teva é a maior produtora mundial de genéricos. Em 2014, as vendas somaram US$ 20,3 bilhões. Com 45 mil funcionários ao redor do mundo, a maior parte fora de Israel, a estratégia é mais acompanhada em seu país natal, especialmente em um momento em que o sentimento geral contra as grandes empresas é forte.

Em 2011, Israel foi assolado por protestos sociais, alimentados pela irritação com o alto custo de vida. Nas duas eleições mais recentes, os políticos que tentavam ganhar o apoio dos eleitores de classe média prometeram cobrar mais das empresas, inclusive com o combate a brecha nas leis tributárias.

Recentes isenções tributárias generosas concedidas à Teva em troca de mais investimentos em Israel estão sob análise do governo. A oferta de US$ 40 bilhões ­ recorde em um país de 8 milhões de pessoas com um pequeno mercado doméstico ­ é observada de perto em Israel. 

Mas, até o momento, não houve grande reação no país, antes dos feriados desta quarta-feira (24), Dia da Lembrança, e de quinta, pelo Dia da Independência. A transação, caso seja concretizada, será a maior aquisição internacional em Israel.

As informações são do Valor Econômico.



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