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07/08/13
Amil negocia a compra do Grupo Carlos Chagas (SP)
Transação inclui a aquisição de um hospital, seis clínicas de diferentes especialidades médicas, três unidades de atendimento e uma operadora de convênio médico com 180 mil usuários
Valor Econômico

A operadora de planos de saúde Amil, comprada pela americana UnitedHealth em outubro de 2012, está negociando a compra de hospitais e a negociação mais avançada, em processo de diligência, ocorre com o Grupo Carlos Chagas, maior empresa de saúde de Guarulhos, em São Paulo. O atrativo do Carlos Chagas é o fato de ser uma rede própria com um hospital, seis centros clínicos de diferentes especialidades médicas e três unidades de atendimento, localizados em Guarulhos e em Arujá. Além disso, o grupo possui uma operadora de convênio médico com 180 mil usuários, um plano dental com 54,5 mil clientes e uma empresa de saúde ocupacional.

Mas o mais cobiçado é o Hospital Carlos Chagas, que conta com uma moderna infraestrutura que inclui centro cirúrgico, maternidade, hemodiálise, laboratório de medicina diagnóstica e clínica oftalmológica. Em 2012, a unidade registrou uma receita líquida de R$ 127,1 milhões - aumento de 10% sobre o ano anterior. Já o lucro líquido somou R$ 1,9 milhão – crescimento de 59%. O percentual de expansão chama atenção, já que boa parte do setor hospitalar registrou um crescimento tímido.

A atuação da Amil em investir hospitais no Brasil vai na contramão da estratégia da UnitedHealth nos Estados Unidos e em outros 17 países em que atua. Lá fora, a operadora americana não possui hospitais. Fontes do setor demonstram que o que tem motivado a UnitedHealth a continuar investindo em uma rede própria no Brasil, como já fazia a Amil, é o custo das internações, que tem subido devido à falta leitos no país. Trata-se de uma forma que a UnitedHealth enxergou para regular o mercado de leitos. Como há uma carência de leitos, os custos com internação estão elevados. 

No Brasil, a oferta é de 2,3 leitos para cada mil habitantes, quantidade inferior à recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é de três a cinco leitos. Segundo um executivo da área hospitalar, outro fator que estaria motivando o interesse da Amil é a retomada das conversas em torno do projeto que libera capital estrangeiro em hospitais.

Despesas com internação representam metade do custo médico-hospitalar de uma operadora de plano de saúde. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o valor médio que um plano paga por uma internação é de cerca de R$ 5 mil. Entre as maiores operadoras, o custo com internação aumentou 223% nos últimos cinco anos, principalmente devido ao uso de novas tecnologias e medicamentos modernos.

Atualmente, a Amil possui 22 hospitais, 50 clínicas médicas e outros dois grandes empreendimentos hospitalares estão em construção no Rio de Janeiro e São Paulo - investimentos que estão demandando recursos de R$ 550 milhões. Em novembro, a Amil adquiriu sete hospitais em Portugal que pertenciam ao grupo financeiro Caixa Geral de Depósitos, por € 85,6 milhões.

A Amil também possui interesse em hospitais de médio porte, com cerca de 150 leitos, e que tenham plano de saúde em praças em que a operadora ainda tem pequena presença e com isso pode expandir sua atuação. O grupo Carlos Chagas enquadra-se nesse perfil.

O convênio médico do Carlos Chagas, operado pela Seisa, possui faturamento baixo e sua carteira vem encolhendo. Em 2011, a Seisa contava com 198,6 mil clientes. Um ano depois, diminuiu para 184,7 mil e em março deste ano a carteira da operadora contava com 180 mil usuários. No ano passado, a Seisa teve receita foi de R$ 188,7 mil e prejuízo de R$ 5,6 mil.

Apesar do resultado ruim, o plano de saúde Seisa serve também como uma garantia de que a Amil, controlada por um grupo americano, estaria respeitando a legislação brasileira. A lei impede que investidores estrangeiros comprem hospitais, mas não proíbe a compra de operadoras de planos de saúde com negócios hospitalares. Procurada pela reportagem, a Amil informou que não comenta rumores de mercado. O Grupo Carlos Chagas declarou que desconhece a informação.

As informações são do Valor Econômico.



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