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23/11/11
Crise: Pesquisa inédita revela humor do mercado de saúde
Levantamento feito pela Diagnóstico em parceria com Anahp e Abimo mostra o nível de otimismo do setor médico-hospitalar brasileiro em relação à crise econômica internacional
Reinaldo Braga e Mara Rocha

Sessenta por cento do mercado de saúde do Brasil está otimista diante das incertezas da economia internacional, não pretende alterar os planos de investimento e confia que a presidenta Dilma Rousseff fará uma transição sem turbulências diante da crise que assola os mercados internacionais. Essas foram as principais conclusões de uma pesquisa inédita feita pela revista Diagnóstico, em parceria com a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), Unidas e afiliados da Abramge. Foram ouvidos 11 hospitais associados da Anahp e sete representantes das maiores fontes pagadores do país.

 

Os dados foram colhidos entre os dias 5 de setembro e 30 de outubro e representam 25% de todos os integrantes da mais importante entidade de classe do setor hospitalar brasileiro, com 42 associados. Sírio-Libanês, de São Paulo, os pernambucanos Santa Joana, Real Hospital Português de Beneficência e Hospital Esperança, além dos baianos Hospital Português e Aliança, foram algumas das instituições que responderam aos questionários enviados pela revista. A identificação dos participantes não era obrigatória. Entre as operadoras, a Diagnóstico ouviu representantes dos setores de autogestão, cooperativas e medicina de grupo, a exemplo das Unimed Pernambuco e Ceará, Promédica (BA), além de entidades representativas do setor. Bradesco, SulAmérica e Amil não responderam às questões.

 

A Diagnóstico quis saber também se a crise vai atingir o mercado de saúde brasileiro: 25% acham que não, que a economia doméstica se manterá aquecida, e 35% acreditam que o clima de insegurança sempre afeta os negócios. Outros 40% opinaram que o cenário só será favorável se governo e indústria adotarem medidas para se proteger da crise. Entre os que admitiram impacto da retração internacional no Brasil, 45% acham que ela se estenderá entre um e dois anos. Cinco por cento disseram que os efeitos não terão força suficiente para ultrapassar 12 meses. Já 20% dos entrevistados apostam que o mercado só se recuperará do revés da economia mundial depois de dois anos.

 

Quando a análise se atém apenas às categorias, individualmente, os números mostram que os hospitais (45,5%) estão menos otimistas que as operadoras (83%). O “índice de aprovação do governo” foi quase unânime: apenas 5% dos pesquisados acreditam que a presidenta não fará a transição sem turbulência.

 

A publicação ouviu também a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), que possui cerca de 320 membros filiados. Dez por cento desse total (32 associados) opinaram sobre o atual cenário econômico. Foram justamente da Abimo os maiores níveis de ceticismo em relação à crise nos mercados globais. Do total de associados pesquisados, apenas 18% se disseram pessimistas em relação ao cenário internacional. Quarenta por cento disseram já ter identificado retração nos negócios, contra 10% dos entrevistados da Anahp e operadoras. Mesmo assim, 55% dos empresários da indústria afirmaram que não pretendem alterar os planos de investimento para 2012, e 15% garantem que vão aumentar o volume atual de recursos.

 

>> Leia matéria completa na edição 11 da Revista Diagnóstico, que começa a circular no mercado nesta semana.

 

>> Leia também: Flutuações do câmbio não afetam negócios brasileiros 



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