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18/03/14
Cristália recebe aval da Anvisa em biossimilares
Ogari Pacheco, presidente e um dos fundadores da Cristália: primeira unidade nacional com certificação de boas práticas para a fabricação de insumos farmacêuticos obtidos por biotecnologia
Da redação

O laboratório Cristália acaba de dar mais um passo para colocar medicamentos biossimilares brasileiros no mercado. Nesta segunda-feira (17), a empresa recebeu da Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa), o aval para produzir em seu complexo industrial de Itapira, São Paulo, os princípios ativos Trastuzumabe, Etanercept e Somatropina, para medicamentos para câncer, artrite reumatóide, psoríase e hormônio do crescimento humano. As informações são do Valor Econômico.

Segundo Ogari Pacheco, presidente e um dos fundadores da Cristália, trata-se da primeira unidade nacional com certificação de boas práticas de fabricação emitida pela Anvisa para a fabricação de insumos farmacêuticos obtidos por biotecnologia. Com o aval, o laboratório começa a produzir já nesta semana e, inicialmente, serão feitos lotes para submissão a estudos clínicos. O executivo espera concluir os estudos que darão suporte aos pedidos de registro dos medicamentos à Anvisa em até dois anos e meio.

Segundo as perspectivas do setor, os três produtos, que são desenvolvidos em conjunto com o laboratório coreano Alteogen por mais de dois anos, deverão gerar um faturamento de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões por ano e devem atender principalmente à demanda do governo federal.

No complexo no interior de São Paulo, a companhia possui duas fábricas de biotecnologia, sendo que uma delas será concluída ainda este ano. Cerca de R$ 80 milhões foram investidos nas duas unidades produtivas. Segundo Pacheco, a unidade tem capacidade para atender a demanda do país e a empresa já está entrando com o pedido de certificação para a produção de uma enzima terapêutica no local. O medicamento será destinado a exportações e Pacheco explica que existem multinacionais interessadas em representar a Cristália nos EUA, Japão e Europa. 

Além disso, o complexo industrial da Cristália sedia duas unidades farmacêuticas: uma farmoquímica, de insumos para medicamentos, uma unidade de produtos oncológicos e um centro de pesquisa e desenvolvimento. A companhia também começou a construção de uma unidade de princípios ativos oncológicos e uma de peptídios (para farmoquímicos). As duas últimas fábricas devem ficar prontas em cerca de um ano.

A Cristália é uma empresa verticalizada - produz cerca de metade dos insumos necessários para seu processo produtivo - e tem 71 patentes. Com faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2013 (acima dos R$ 1,2 bilhão registrados em 2012), a companhia está se posicionando como uma das principais parceiras do governo, principalmente em relação a medicamentos biológicos, de alto custo e complexidade. Está em 32 das mais de 90 parcerias de desenvolvimento produtivo (PDPs) para a transferência de tecnologia dos programas federais.

Em 2013, saiu do grupo de laboratórios que forma a Orygen, uma das superfarmacêuticas patrocinadas pelo governo federal para a produção de biológicos, que hoje agrega apenas a Eurofarma e a Biolab. Além da Cristália e da Orygen, a Bionovis e a Libbs também estão desenvolvendo projetos próprios em biotecnologia.

Criada por quatro médicos no início dos anos 70, a companhia está hoje sob o controle de apenas duas famílias: Pacheco e Stevanatto, que dividem a sociedade meio a meio. Além de Ogari Pacheco, está no comando da companhia a segunda geração dos Stevanatto.



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