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24/02/16
Em BH, seis são denunciados por desviar medicamentos do SUS
José Valverde, coordenador de acreditação para operadoras da CBA: encontrar o equilíbrio entre os custos e a sustentabilidade do negócio é um dos grandes desafiosSegundo auditoria do MPF, prejuízo nos cofres públicos foi de R$ 890 mil. Uma servidora e doi
Da redação

Seis suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de medicamentos comprados com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) foram denunciadas em Belo Horizonte, conforme informações do Ministério Público Federal (MPF), divulgadas nesta terça-feira (23). Com informações do G1 e Estado de Minas.

De acordo com a investigação, os medicamentos deveriam ser distribuídos gratuitamente em unidades de pronto-atendimento, centros de Saúde e hospitais, mas foram comercializados pela quadrilha, entre 2009 e 2013.

Um prejuízo aos cofres públicos de aproximadamente R$ 897.551,76 foi revelado por um relatório preliminar da auditoria realizada pelo município, segundo a procuradoria. 

Os nomes dos denunciados não foram informados, mas, conforme a procuradoria, entre os envolvidos está uma servidora pública municipal que subtraía produtos para repassá-los aos demais acusados, aproveitando-se do livre acesso ao sistema de registro e controle de medicamentos. Além dela, os outros denunciados são o marido da servidora e mais dois proprietários de farmácias na capital mineira.

A fraude foi descoberta durante uma auditoria no sistema que apontou as movimentações. A apuração confirmou que os medicamentos foram retirados do estoque para serem vendidos em hospitais fora da rede municipal de saúde.

Os envolvidos são acusados dos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, conforme informações do Ministério Público Federal. A servidora, funcionária de uma farmácia distrital, requisitava os medicamentos e os separava na farmácia. Com a ajuda do marido e dos outros acusados, os medicamentos eram retirados e repassados a terceiros por um preço inferior aos do mercado. 

Um dos compradores, segundo as investigações, é proprietário de algumas farmácias em Belo Horizonte e foi denunciado pelo crime de receptação, que é o recebimento de produtos ilícitos. 

Dois outros acusados deverão responder por manter em depósito ou expor à venda medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou com registro inativo.

A polícia também encontrou na casa dos acusados, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, caixas de produtos importados ilegalmente e outros produtos falsificados e proibidos pelo Ministério da Saúde.



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