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02/07/15
Em CPI, empresas negam envolvimento com máfia das próteses
Um investigado e testemunhas dizem não ter pagado propina; presidente da CPI quer estender prazo de investigação
Aline Leal, da Agência Brasil

A CPI da Câmara dos Deputados que investiga a máfia das órteses e próteses ouviu ontem (1/7) um investigado e três testemunhas ligadas a empresas suspeitas de participar de um esquema no qual fabricantes de próteses estariam pagando comissões para médicos prescreverem determinados produtos. As empresas foram citadas em reportagem exibida pelo Fantástico em janeiro.

Investigado, Fernando Strehl, administrador da Strehl, afirmou que a conversa gravada pela reportagem do Fantástico, na qual ele confirma a prática de pagar propina a médicos para que eles indiquem seus produtos, era uma “conversa de botequim”.

“Quando o jornalista se apresentou como médico, chegou pra mim com uma proposta de ganhar dinheiro. E só falava disso. Logo percebi que ele recém- formado. Vi que ele estava falando asneira e comecei a falar asneira com ele”, esclareceu Strehl.

O executivo negou ter participado de licitações fraudulentas e disse também que não foi beneficiado por liminares na justiça de Santa Catarina, estado onde atua.

Segundo a denúncia, o esquema começa quando o paciente, depois de esperar pela cirurgia da rede pública, vai para uma consulta, na qual o médico indica um advogado que, com orçamentos falsos e procedimentos superfaturados, entra na Justiça pedindo liminar para obrigar o governo a pagar o procedimento.

Também foram ouvidos como testemunhas Maria Laura Galainena (Boston Scientific do Brasil Ltda), Gabriel Anselmo (Biocath Comércio de Produtos Hospitalares Ltda) e Alexandre Fontelles (Litormed Comercio de Produtos Medicos Ltda).

A maioria das testemunhas ouvidas na CPI negou o pagamento de propina a médicos ou hospitais e afirmou ter programas internos para evitar esse tipo de prática.

Miguel Iskin, dono da Oscar Iskin, uma das empresas citadas na matéria exibida pelo Fantástico, estava convocado para ser ouvido, mas conseguiu, pela terceira vez, evitar o depoimento, alegando que não teve acesso à documentação da comissão.


O presidente da CPI, deputado Geraldo Rezende (PMDB-MS), pediu ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prorrogação do prazo para tentar ouvir mais investigados e testemunhas. A previsão para leitura do relatório é 8 de julho. O prazo para o fim da CPI é dia 17.

Relator da CPI, o deputado André Fufuca (PEN-MA) informou que incluirá no relatório os que deixarem de ser ouvidos, de modo que o Ministério Públio e a Polícia Federal façam o pedido de investigação. 



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