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02/08/13
Estratégias são revistas pelas empresas farmacêuticas
Em 2012, a indústria movimentou R$ 49,7 bilhões. As vendas somente de genéricos ficaram em R$ 11,2 bilhões
Valor Econômico

Segundo a IMS Health, empresa que presta serviços de consultoria para o mercado farmacêutico internacional, em 2012, a indústria farmacêutica brasileira movimentou R$ 49,7 bilhões. Um crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas somente de genéricos ficaram em R$ 11,2 bilhões.

A farmacêutica EMS, que lidera o ranking da IMS Health com faturamento de R$ 4,06 bilhões, encerrou 2012 com receita líquida de R$ 1,92 bilhão, aumento de 9,7% sobre igual período do ano passado. A empresa registrou uma queda no lucro líquido de 30,7%, para R$ 269,4 milhões. Há cinco anos, Carlos Sanchez, controlador do grupo, começou a atraçar os planos da EMS para deixar de ser uma empresa produtora de genéricos e partir para a inovação.

A companhia já colocou no mercado o medicamento indutor de sono Patz, fruto de inovação incremental (novo, mas com patente desenvolvida a partir de um princípio ativo já conhecido). Outros projetos semelhantes estão em desenvolvimento.

A farmacêutica, que possui duas unidades em operação: Hortolândia (SP) e São Bernardo do Campo (Grande ABC), deverá inaugurar três novas unidades, duas voltadas para produção de medicamentos não genéricos. Todas as empresas analisadas apresentaram aumento dos custos. O único ponto fora da curva foi o laboratório Teuto, cujo 40% de seu capital pertence à multinacional americana Pfizer.

Devido a uma redução no que a empresa chama de gastos gerais de fabricação, os custos com produção recuaram em 5,1% em 2012, para R$ 214,2 milhões. Apesar disso, o custo de materiais e de mão de obra subiram, como aconteceu nas concorrentes.

De acordo com Marcelo Henriques Leite, presidente-executivo da EMS, em Anápolis (GO), 2012 foi um ano de reestruturação. "Percebemos que o mercado está mudando. Adquirimos máquinas, contratamos gente e fechamos algumas linhas de produção. Estamos nos adaptando aos requisitos da Pfizer", disse.

No ano passado, a farmacêutica encerrou com receita líquida de R$ 366,9 milhões, recuo de 3,3%. Segundo o executivo, que prevê resultados melhores para os próximos anos, a queda do lucro líquido da companhia de 90,7%, para R$ 4,9 milhões, é reflexo dessa reestruturação.

Empresas com foco em medicamentos de marca também apresentaram forte elevação em suas despesas com vendas, atreladas às equipes de propagandistas que visitam médicos para a divulgação dos produtos. Os laboratórios Aché, Eurofarma e União Química pertencem a essa lista.

Na Eurofarma, a segunda maior em receita líquida, com R$ 1,64 bilhão e alta de 14,2% sobre 2011, as despesas com vendas cresceram 13%, compensadas contabilmente com reversão de provisões de contingência e recuperação de INSS. A companhia encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 155,6 milhões, elevação de 446% em relação ao ano anterior.

O endividamento é uma preocupação - já que a dívida financeira líquida sobre o patrimônio líquido chegou a quase 90% - como reflexo em boa parte da aquisição de uma fábrica de soro, a Segmenta, em 2011, e investimentos no complexo industrial do grupo em Barueri (Grande São Paulo). 

Os investimentos da companhia em aquisições fora do país - a empresa tem laboratórios em parte da América do Sul e América Central - foram feitos com recursos próprios. Segundo informou, a empresa tem um nível de endividamento considerado saudável para a organização, que cumpre totalmente as exigências de grandes bancos, e o recurso captado foi usado para financiar P&D [pesquisa e desenvolvimento] e aquisições.

O Aché, terceira maior no ranking, é a que apresenta melhor margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Das cinco analisadas, a empresa é a única que não tem dívida, pelo contrário, possui excesso de caixa.

Nos últimos anos, o Aché tentou abrir seu capital, mas não levou o projeto adiante devido às incertezas do mercado. E, nos últimos meses, foi colocada à venda, embora a companhia não confirme a informação. Segundo uma fonte, o ativo interessa muito às grandes multinacionais, mas os valores pedidos [cerca de 25 vezes o Ebtida] pelos controladores, torna a compra proibitiva", disse uma fonte.

Em 01, a União Química reportou receita líquida de R$ 467,9 milhões, alta de 18,7% em relação a 2011. O lucro líquido da companhia cresceu 12%, para R$ 31,7 milhões. O Ebtida ficou em R$ 60,2 milhões, alta de 5,6%. Mas os seus custos com produtos vendidos cresceram 24,2%, para R$ 204,8 milhões. 

Segundo Ronaldo Valentini, diretor administrativo e financeiro da União Química, o aumento dessas despesas faz parte da estratégia da companhia de elevar as vendas. "Faz parte do nosso planejamento crescer 20% ao ano, meta que foi traçada de 2012 até 2016. Para alcançar esse objetivo, tivemos que investir em força de venda", afirmou o executivo.

*As informações são do Valor Econômico.



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