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11/02/14
Ex-dono da Amil, Edson Bueno leva controle da Dasa
Com a compra dos papéis, empresário passou a uma participação de 62%, considerando os 23,6% que detinha em conjunto com sua ex-esposa, Dulce Pugliese
Da redação

Menos de um ano e meio após vender 90% da operadora Amil para a americana UnitedHealth por cerca de R$ 10 bilhões, o empresário Edson Bueno adquiriu, nesta segunda-feira (10), o controle da Dasa – maior empresa de medicina diagnóstica do país por R$ 1,8 bilhão. As informações são do Valor Econômico.

Com a compra dos papéis, Bueno passou a uma participação de aproximadamente 62%, considerando os 23,6% que já detinha em conjunto com sua ex-esposa, Dulce Pugliese. Para os próximos 30 dias – período em que outros acionistas ainda podem vender seus papéis –, a expectativa é que essa fatia tenha um acréscimo.

Com a Dasa, Bueno volta a ser o controlador da maior empresa do segmento. Em 2010, quando houve a associação entre Dasa e sua rede de laboratórios, a MD1, o empresário declarou que seria apenas acionista e não iria interferir na gestão. 

Entretanto, 20 dias após o Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) aprovar a fusão entre a Dasa e a MD1, Bueno fez uma oferta para compra da dona da rede Delboni Auriemo, que registrou receita líquida de R$ 1,8 bilhão até setembro de 2013. Antes disso, outros acontecimentos revelaram a sua vontade de se tornar majoritário.

Em 2012, a presidência executiva da Dasa foi ocupada por Dickson Tangerino, homem de confiança e primo de Bueno, com quem trabalhou durante 30 anos na Amil. Mas, devido aos maus resultados que a Dasa enfrentou nos últimos dois anos, Tangerino foi pressionado por minoritários para deixar o cargo. Além disso, a presidência do conselho é ocupada por Romeu Cortes Rodrigues, que também foi sócio de Bueno. 

A oferta de aquisição das ações foi marcada por uma série de imprevistos, como a tentativa frustrada de um grupo de minoritários que se opuseram ao valor proposto (Petros, Tarpon e Oppenheimer), o cancelamento da oferta pela CVM e as críticas à postura do conselho.

A transação ainda depende de aprovação Cade e até que isso aconteça, Bueno não poderá exercer os seus direitos. Ontem, dia do leilão, o órgão antitruste enviou parecer do relator da fusão entre Dasa e MD1, aprovada com o adendo de que a companhia precisa vender ativos com faturamento de R$ 110 milhões por ano. 

O documento, assinado por Ricardo Machado Ruiz, conselheiro e relator do Cade, informa que, "Caso ocorra alguma alteração significativa no quadro atual que cause reflexo imediato neste ato de concentração, entendo que este caso pode ser inclusive revisto. Fato que destaco para uma reavaliação seria o aumento da influência relevante do acionista Bueno, ou quaisquer outros (fundos de investimentos, por exemplo) em Amil ou Dasa".

As informações são do Valor Econômico.



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