home notícias Mercado e Negócios
Voltar Voltar
05/01/12
Farmacêuticas cortam investimentos em pesquisa de remédios
Baixa no orçamento é decorrente das recentes fusões entre empresas multinacionais do setor
Da redação

Os laboratórios têm investido cada vez menos em pesquisa e desenvolvimento de novos remédios. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard, publicada no último mês. O estudo, denominado "Fusões e Inovação na Indústria Farmacêutica", constatou que a diminuição dos investimentos em novas drogas é decorrente das recentes fusões entre empresas farmacêuticas multinacionais, detentoras de 60% do mercado brasileiro de remédios genéricos. Os pesquisadores analisaram gastos de grandes laboratórios antes e após as fusões, e concluíram que, depois das mudanças, a descoberta de novas moléculas está ameaçada. As informações são da Folha de São Paulo.

 

Exemplo disso são os números relativos às empresas Pfizer - maior do mundo - e a Wyeth. Antes da fusão dos laboratórios, em 2009, ambas investiam juntas US$ 11,3 bilhões por ano em pesquisa. Em 2010, os gastos caíram para US$ 9,5 bilhões e a previsão para 2012 é que não passem de US$ 7 bilhões. Em 2011, as receitas da Pfizer foram de US$ 67,8 bilhões. No início deste ano, a empresa anunciou que encerraria estudos nas áreas de alergias respiratórias, antibióticos, reparação de tecidos e medicina regenerativa.

 

A Pfizer afirmou que os cortes fazem parte de um processo de reestruturação da empresa. Segundo a empresa, o objetivo é parar de colocar recursos em áreas de alto risco e que oferecem baixo retorno de investimentos ou onde a empresa não tem "expertise" para competir. O ex-chefe de pesquisa e desenvolvimento da Pfizer, John LaMarttina, classificou o atual cenário como “devastador”, e disse que a habilidade em explorar informações está comprometida.

 

O caso da empresa Merck não foi diferente. Após se fundir com a Shering-Plough, também em 2009, os investimentos em novas drogas despencaram. Antes, as duas empresas investiam US$ 8,4 bilhões em pesquisa. Neste ano, a Merck anunciou o fechamento de oito laboratórios no Canadá, na Alemanha, na Holanda e nos EUA. "As fusões têm sufocado a inovação. As tendências atuais não asseguram nada de bom para o futuro", afirmou Frederic Scherer, professor de políticas públicas da Harvard Kennedy School e um dos autores do estudo.

 

Cortes - Um recente relatório do desempenho dos 50 maiores laboratórios, publicado na "MedAdnews", revista especializada em negócios e marketing farmacêutico, alerta que os cortes em pesquisa estão disseminados no setor. Como ocorreu nas empresas GlaxoSmithKline, que fechou laboratórios de pesquisa em vários países, e AstraZeneca, decidida a encerrar pesquisas de 20 substâncias para tratamento de dez doenças.

 

A consultora Caroline Buck-Luce, responsável pela área de ciências da Ernest & Young, explica que o dinheiro que circula hoje no mercado farmacêutico é baseado em descobertas de dez anos atrás. E isso está caminhando para o fim, em razão da expiração das patentes. "As companhias querem resultados a curto prazo e estão indo para os países emergentes, investindo em genéricos e drogas biológicas." A única exceção apontada no relatório é o laboratório Novartis, que anunciou planos de mais investimentos em pesquisa. 



PUBLICIDADE

Mais lidas


    Warning: mysql_num_rows() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 309

    Warning: mysql_free_result() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 322

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.