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07/10/14
Farmacêuticas deixam de faturar 10 bilhões de reais
Estudo da Alanac diz que causa é baixa inovação
da Redação

A falta de modernização de um terço dos remédios vendidos no país impediu que o faturamento da indústria farmacêutica fosse ampliado em até R$ 10 bilhões. Essa foi a conclusão do levantamento da Alanac, representante dos laboratórios nacionais. 

Essa inovação abrange alterações como a modificação sabor de um xarope, para se tornar mais palatável ou a redução na dosagem de três para um comprimido ao dia, por exemplo.

O estudo avança que para dobrar o potencial de mercado dos 230 princípios ativos, que hoje movimentam R$ 10 bilhões, seria necessário um investimento de R$ 3 bilhões.

Henrique Tada, presidente-executivo da entidade afirma que "a falta de uma regulamentação própria, entretanto, desencoraja a indústria, pois precifica o produto de forma inadequada, sem considerar os investimentos feitos em inovação".

Já Marcelo Hahn, CEO da Blau, garante que todos os medicamentos produzidos no laboratório são originados desse tipo de inovação. "Não conseguimos repassar os custos para o produto acabado. Se decidirmos descontinuar a venda por isso, podemos perder o registro daquele medicamento."

A Biolab pretende ampliar a participação dos inovadores no faturamento do grupo dos atuais 58% para ao menos 80% até 2018.

Fernando Marques, presidente da União Química revela que a empresa tem "300 itens guardando liberação, 25 deles fruto de incremento". A União Química pretende dobrar os 26 casos de inovação incremental em seu portfólio.

A mudança de critérios de precificação dos produtos está sendo discutida por um grupo de trabalho coordenado pela Cmed (que regula o mercado de medicamentos, ligada à Anvisa). No entanto, a Anvisa informou não estar autorizada a falar com a imprensa sobre o tema. Já o Ministério da Saúde, que também integra o grupo, optou por não se manifestar devido à fase inicial em que o debate se encontra.

Genéricos são responsáveis por 21,5% da receita de laboratórios

Os medicamentos genéricos representaram, em Julho, 21,5% do faturamento de nove dos dez maiores laboratórios do país. Em unidades produzidas, a parcela alcançou 24,5%, de acordo com pesquisa da PróGenéricos (associação do setor).

Segundo a Prógenéricos, esses medicamentos correspondem a 60% do volume vendido na Europa e a 70% nos EUA.

De acordo com a presidente da entidade, Telma Salles, "No Brasil, à medida que diminui a resistência dos médicos e da população aos genéricos, a participação cresce. O aumento do portfólio também favorece", acrescentando que "esses medicamentos estão puxando a indústria farmacêutica há algum tempo. No ano passado, enquanto o mercado em geral cresceu cerca de 9%, o de genéricos avançou ao redor de 11%".

Os nove laboratórios faturaram um total de US$ 5,9 bilhões com as vendas no segmento entre agosto de 2013 e julho de 2014, um valor que representa 90% da receita total do mercado de genéricos no período.

Seguro sob medida

O crescimento das pequenas e médias empresas no país levou a seguradora SulAmérica a lançar cinco novos planos de seguros empresariais focados no atendimento desse público.

Farmácias e drogarias, estabelecimentos de ensino, lojas de roupas, pet shops e salões de beleza passam a contar com ofertas que atenderão plenamente às particularidades desses negócios.

A SulAmérica realizou um estudo com corretores de todo o país para chegar a esses novos segmentos de mercado, identificando oportunidades e segmentos não explorados. 

Da pesquisa resultaram pacotes específicos, voltados às necessidades de diversos tipos de negócios e clientes.
No total a seguradora disponibiliza mais de 20 coberturas diferentes. As recentes linhas de negócio vão se juntar a bares e restaurantes; consultórios e escritórios; shopping centers; hotéis e pousadas; padarias. Os lançamentos atendem especificidades de cada segmento. 

Dados protegidos

Uma pesquisa da EIU (Economist Intelligence Unit) revela 90% dos executivos de empresas asiáticas acham que houve aumento de regras que tratam de privacidade nos últimos três anos e que a aprovação de leis para regular a privacidade de dados tem mais apoio do que rejeição dos consultados.

Dos dirigentes entrevistados, 33% disseram que o controle da privacidade seria um benefício para o seu negócio, enquanto 20% avaliaram as medidas de forma negativa. O apoio à regulação é maior entre os executivos de Cingapura (48%) e menor no grupo que inclui companhias de Hong Kong (22%). Adicionalmente, 41% disseram que os consumidores de seus países não demonstram estar preocupados sobre o tema.

Confiança instável

Setembro foi um mês negativo para o otimismo do consumidor britânico, após o crescimento que havia sido registrado em julho e agosto, segundo pesquisa da GfK. Aliás, em 2014 o nível positivo só foi registrado em junho e agosto.

O índice que mede a confiança fechou o mês passado em -1, em uma escala que vai de -100 a 100 (quanto mais alto, melhor o humor). 

Quatro dos cinco subíndices usados no cálculo recuaram em setembro, na comparação com o mês anterior e a maior retração ocorreu no indicador que mede a avaliação da economia do país para os próximos 12 meses, que passou de 11 para 4.

Também a expectativa dos consumidores em relação às finanças pessoais diminuiu, recuando quatro pontos no período.

Foram entrevistadas pela empresa 2.000 pessoas com mais de 16 anos de idade.

Leia mais: Entrevista: Impostos e burocracia são entraves para a inovação no país



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