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18/11/11
Flutuações do câmbio ainda não afetam negócios brasileiros
Indústria médico-hospitalar brasileira experimenta crescimento no volume de exportações, segundo dados da ABIMO
Danielle Villela

Investidores e executivos do Brasil e do mundo acompanham com atenção as repercussões da crise econômica internacional, sobretudo quando se trata das flutuações do câmbio. Para a indústria médico-hospitalar brasileira, no entanto, a instabilidade na zona do euro e as altas e baixas do dólar ainda não terão grandes impactos em médio prazo. “Mesmo com o cenário internacional desfavorável e a possível valorização do real, as exportações devem manter o crescimento”, disse ao Portal Diagnósticoweb Paula Portugal, gerente de Projetos Internacionais da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios).

 

No período de janeiro a junho de 2011, o setor de saúde brasileiro exportou mais de US$ 338 milhões, com taxa de crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram negociados cerca de US$ 312 milhões, somando os segmentos médico-hospitalar, implantes, insumos, laboratórios, odontologia e raio-x. “Até esperávamos uma queda no volume de exportações no primeiro semestre de 2011, por conta da valorização do real”, declara Paula. A ABIMO também registrou expansão de 15% no volume de importações, passando de US$ 1,6 bilhão de janeiro a junho de 2010, para US$ 1,9 bilhão no mesmo período deste ano.

 

“A desvalorização do dólar desfavorece as exportações brasileiras, pois acarreta na perda do poder de venda dos produtos e ainda facilita a entrada de equipamentos importados, como os chineses”, avalia Pedro Rio Branco, economista e sócio da RBL Investimentos. Para o especialista, a tendência é que o dólar se mantenha valorizado pelos próximos meses, favorecendo as exportações brasileiras.

 

“Se o cenário europeu continuar incerto e os Estados Unidos conseguirem manter sua recuperação, os investidores continuarão procurando ativos seguros, como o ouro e o dólar, sendo que no Brasil a cotação deverá se manter nesses níveis devido ao grande fluxo de capital externo que entra no país contrapondo-se assim ao cenário europeu.”, analisa. A cotação para o dólar futuro com vencimento em dezembro atinge R$ 1,79. Por outro lado, para os empresários que pretendem importar equipamentos médico-hospitalares, a tendência de valorização do dólar representa compra de produtos mais caros.

 

A crise da dívida da zona do euro, por sua vez, também não representa ameaças para as exportações da indústria médico-hospitalar brasileira. “A instabilidade do euro não interfere, pois as negociações são feitas em dólar mesmo para os países europeus”, afirma Paula Portugal. Em 2010, o maior volume de exportações do Brasil foram para Estados Unidos, Argentina, Venezuela, México e Colômbia. Apenas Bélgica (7º) e Alemanha (9º) figuram na lista dos dez primeiros países que mais importam da indústria brasileira. “A instabilidade do euro e o momento de contenção vivido pela Europa representam uma grande oportunidade de expansão dos negócios, pois temos uma excelente relação custo x benefício para oferecer”, completa.



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