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11/11/14
Fórmula 1: Hospital São Luiz (SP) monta unidade avançada em Interlagos
São 14 anos de atendimento médico com padrões internacionais e equipes médicas capacitadas. São Luiz foi reconhecido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) como uma das melhores empresas no circuito mundial
Valor Econômico


Dino Altmann, cirurgião geral do São Luiz, faz parte da comissão médica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e desde 1990 trabalha no GP do Brasil (Foto: Nicola Labate)

O Hospital São Luiz, de São Paulo, é a unidade responsável pelo suporte médico durante a realização do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no autódromo de Interlagos. Durante a semana da prova, cerca de 170 profissionais do hospital ficaram atentos a qualquer sinal de emergência que pudesse causar danos à saúde ou à vida dos integrantes. As informações são do Valor Econômico.

Entre esses profissionais, 45 médicos, além de enfermeiros e técnicos de enfermagem, seguranças, técnicos radiológicos, faxineiros, cozinheiros e profissionais de tecnologia da informação, além de secretárias, motoristas, pilotos e mecânicos de helicópteros, cuidaram da rotina de uma unidade hospitalar instalada dentro do circuito. 

A estrutura do Centro Médico de Interlagos comporta quatro leitos de pronto atendimento, três leitos de emergência, dois leitos de UTI, um consultório de oftalmologia, uma sala de raio-x e ultrassom, uma farmácia, 11 ambulâncias, dois helicópteros, dois carros de extração, e três carros de intervenção.

O atendimento médico durante a corrida é subdividido em quatro partes: atendimento médico em pista, atendimento no Centro Médico do Hospital São Luiz, que fica dentro do Autódromo de Interlagos, transferência de um acidentado, e atendimento nos Hospitais de Retaguarda (unidades Morumbi, Itaim e Anália Franco, da Rede D’Or São Luiz).

O comandante da equipe é o médico Dino Altmann, que faz parte da comissão médica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e desde 1990 trabalha no GP do Brasil, sempre com a equipe do São Luiz. Segundo Altman, o time pouco se modificou ao longo do tempo. De 2013 para 2014, das 170 pessoas que trabalham no autódromo, só dez foram trocadas.

Ele afirma ainda que o trabalho do São Luiz é facilitado pelo fato da equipe, que pouco mudou ao longo dos anos, já ter incorporado à rotina do atendimento médico durante o evento. Além disso, o São Luiz também é o responsável pela retaguarda desse atendimento. Ou seja, nos dias do GP do Brasil, além de uma nova unidade incorporada ao "circo" da Fórmula 1, as três unidades que compõem o São Luiz, em São Paulo, ficam, prontos para qualquer eventualidade durante o evento.

Segundo Dorival de Carlucci Jr, diretor do centro médico da corrida, unidade no GP de Interlagos permite o atendimento a múltiplas vítimas, além de prestar o suporte médico necessário aos pilotos e suas equipes. Além disso, também é realizada no centro médico em Interlagos a estabilização de uma eventual vítima para que seja feito um transporte adequado e seguro para as unidades hospitalares de retaguarda, terrestre (ambulância) ou aéreo (helicóptero aeromédico).

Segundo Altmann, dentre as especialidades médicas, destacam-se as de neurocirurgia, cirurgia plástica especializada em queimados, ortopedia, cardiologia, oftalmologia, anestesia, cuidados intensivos, cirurgia de trauma e cirurgia de tórax. 

Conforme o protocolo da FIA, o atendimento de uma emergência médica durante a realização de uma prova deve ter risco zero. Isso significa que o atendimento médico não pode comprometer a segurança dos demais pilotos, dos profissionais que trabalham durante a prova e do público. Uma operação complexa, que depende de uma cadeia de comando, que vai da direção da prova até os profissionais de saúde, afirma Altman.

Até os motoristas são especializados, explica Altmann. São veículos de intervenção que vão até o local do acidente, e carros de extração, para o caso de retirada dos pilotos. Além disso, dois helicópteros com todo o estafe necessário ficam prontos para levar um provável acidentado para as unidades de retaguarda. 

Segundo Altmann, o atendimento médico do GP do Brasil é considerado um dos três melhores de toda a Fórmula 1. Ele explica que a equipe é sempre muita elogiados e, quando a FIA divulga a avaliação do tempo de atendimento, o trabalho do São Luiz está sempre à frente.

Ainda de acordo com Altman, montar um hospital em pleno autódromo, gerenciar a sua operação, levar equipamentos sofisticados e trabalhar sob pressão de erro zero é uma operação complexa, que requer investimento considerável. 

Mas, para o médico José Jair de Arruda Pinto, diretor-regional do São Luiz, o investimento vale a pena. Segundo Arruda Pinto, a decisão de entrar na Fórmula 1 foi motivada pela estratégia de marketing de associar a imagem do São Luiz a um grande evento esportivo. "E não há no mundo evento que mais passe confiança, credibilidade, emoção e use mais a tecnologia que a Fórmula 1. Isso foi perfeitamente ao encontro ao que desejávamos para a nossa marca. A Fórmula 1 é a nossa cara", disse.

Após cada GP, ele explica que a FIA e o São Luiz fazem uma avaliação sobre o trabalho que foi realizado, o que deu certo e o que deu errado, e o que pode ser melhorado. 

No contrato com a FIA, há cláusulas que permitem que ele seja rescindido, caso a avaliação seja negativa, o que nunca ocorreu. "Nosso interesse e o da FIA é continuarmos a parceria ainda por muito tempo."

*As informações são do Valor Econômico.



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