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25/10/12
Fórum de Líderes da Saúde do NE: Empresas familiares precisam de profissionalização e renovação
Foi o que apontou o especialista Eduardo Najjar, durante a abertura do evento, nesta quinta-feira (25), em Porto de Galinhas
Roberta Meireles



Para Eduardo Najjar, colunista do Blog do Management (Exame.com), evento foi uma oportunidade de chamar a atenção para um assunto sobre o qual há tão pouca informação no Brasil (Foto: Roberto Abreu)

Mais de 50% das empresas brasileiras são controladas por seus fundadores, e os presidentes pertençam geralmente à mesma família. O dado foi apresentado nesta quinta-feira pelo colunista do Blog do Management, da Exame.com e Professor da FDC, USP e UNICAMP, Eduardo Najjar, durante a palestra intitulada “Gestão familiar no segmento saúde: um desafio para perpetuação dos negócios”. A apresentação fez parte da abertura do Fórum de Líderes da Saúde no Nordeste, que vai até 28 de outubro no Enotel Resort & Spa, em Porto de Galinhas, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco.

“Fico muito honrado de participar de um evento como esse, que reúne vários fundadores de empresas. É uma oportunidade de chamar a atenção para um assunto sobre o qual há tão pouca informação no Brasil. As famílias se fecham em torno dos problemas e acham que não têm solução”, disse Najjar. Em sua apresentação, ele falou que o fato de um fundador se manter à frente de um empreendimento por muito tempo, acaba dando continuidade a um modelo de gestão histórico. “Hoje, nas grandes corporações, os CEOs ficam no poder por no máximo quatro anos. Nas empresas familiares, o presidente pode ficar no poder por até cinquenta anos. Isso não é tão bom porque não aparecem novas lideranças”, ponderou.

Segundo o especialista, os parentes não precisam fazer parte da corporação familiar necessariamente como gestores. “Eles também podem ser acionistas, empreendedores, fazer parte do conselho de governança ou uma mistura de tudo isso”, listou. Ele comentou que um dos maiores entraves das empresas familiares hoje é a falta de preocupação com a sucessão. “Cerca de 80% não se preocupam com isso. Mas não se preocupar com a sucessão é não se preocupar com o futuro”, alertou.

Najjar apontou também uma falta de preparo dos membros da família em relação ao empreendimento. “A gestão da companhia tende a se manter nos princípios básicos da Administração, não há renovação”, comentou. “E muitas, em vez de criar um organograma, criam um ‘acomodograma’”, brincou. “Vão dando cargos aos parentes que não conseguem outra colocação no mercado de trabalho, independente da qualificação e da capacidade”.

Para Najjar, é preciso conscientizar a família da importância da empresa e o que ela significa. "É preciso que todos tenham objetivos comuns, para que haja acordo em relação aos pontos de conflito. Por isso é fundamental um conselho administrativo e familiar”, disse.

Veja mais informações no site do Fórum de Líderes da Saúde do Nordeste.

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