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20/10/11
Gastronomia Hospitalar: um conceito que atrai clientes
Unidades de saúde usam chefs para melhorar a imagem de comida de hospital
Adalton dos Anjos

A contratação de profissionais responsáveis pela melhoria no sabor dos alimentos para pacientes internados tem sido cada vez mais adotada pelas unidades hospitalares. No Nordeste, desde junho de 2010, o Hospital São Mateus de Recife também implantou mudanças no seu cardápio que resultaram no aumento do número de pacientes.

 

“Há depoimentos de pacientes que optaram em escolher o nosso hospital, devido à presença do serviço diferenciado oferecido pela gastronomia hospitalar”, conta Liana Braga, nutricionista do Hospital São Mateus. Ela também explica que foi notada uma melhora no quadro dos pacientes, já que a ingestão de alimentos é importante para a recuperação do seu estado nutricional, no entanto, não expôs em números do aumento dos atendimentos na casa de saúde.

 

A nutricionista revela que a decisão do hospital pernambucano de adotar o conceito de gastronomia hospitalar tem como objetivo aumentar a satisfação dos pacientes internados. “Recebíamos algumas queixas, como a apresentação dos pratos que eram pouco atrativos, e, a partir disso, decidimos desmistificar a ideia de que a comida de hospital é sem sabor”, expõe.

 

“A aceitação da alimentação oferecida diminui o tempo de internação do paciente, além de reduzir o desperdício” pontua a nutricionista chefe do Hospital Unimed Nova Friburgo, Cynthia Castro. A Instituição contratou o chef Chico Figueiredo que teve a missão de adequar à técnica gastronômica a dieta dos internados.

 

O Hospital Samaritano, em São Paulo, vai além e associa o cuidado com o cardápio com o poder de decisão dos pacientes. “Alimentação é um processo que envolve escolhas e fazer com que o paciente participe dessa escolha é uma das formas de humanizar o serviço”, afirma a coordenadora da área de nutrição e gastronomia da unidade hospitalar paulista, Larissa Lins. Ela também revelou que os hábitos relacionados à religião também são atendidos no local, como por exemplo, a Comunidade Judaica que tem a opção por refeições Kasher.

 

Quanto aos pacientes, os resultados não são apresentados apenas com o incremento do número de atendimentos. “Tivemos um aumento do registro de elogios em relação às refeições no SAC do hospital. A área de nutrição é responsável por 40% dos elogios”, conta Larissa. Em Recife, Liana Braga acrescenta que houve uma significativa melhora na adesão da conduta dietética programada.

 

A Nutricionista-chefe do Instituto Central da Faculdade de Medicina do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo, Andrea Jorge, ao comentar sobre a atuação de um profissional deste tipo em uma casa de saúde, ainda faz questão de lembrar que a gastronomia e Ciência da Nutrição devem estar juntas quando se trata da produção de cardápios hospitalares. “Não basta aplicar conceitos culinários sem integrá-los à Dietoterapia e a Técnica Dietética. Por isso, é de fundamental importância que a equipe integrada associe a criatividade, arte culinária ciência e estética na produção das refeições”, conclui.

 

Para Liana Braga, nutricionista do Hospital São Mateus, mais do que apenas uma ação de nutrição, as refeições devem ser um momento agradável na internação do paciente. Por conta disso, cada vez mais as cozinhas de hospitais têm adotado a ideia do “confort food”. O termo em inglês, que se refere à comida caseira, contribui para que o paciente sinta-se em casa durante o internamento. “O confort food prevê a oferta de alimentos simples e habituais ao cliente e que atendam à sua expectativa remetendo a lembranças sensoriais agradáveis”, explica Andrea.

 

A nutricionista ainda avalia os impactos da gastronomia hospitalar nas rotinas destas instituições como direto e positivo. “A refeição é uma das poucas oportunidades de propiciar um momento de prazer ao paciente”, afirma. Além disso, Andrea ressalta que as casas de saúde que adotam este conceito também devem preocupar-se com a avaliação do atendimento oferecido, com itens como a educação e a cordialidade, bem como aspectos operacionais como os equipamentos, a qualidade e variedade dos produtos oferecidos.



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