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11/05/15
Gigante do setor de Saúde contratou consultoria de Palocci
Amil aparece na lista como principal cliente, com depósito de R$ 5,7 milhões. Empresa do ex-ministro recebeu R$ 24 milhões em três anos e meio
Da redação

A operadora Amil, maior empresa de medicina de grupo do país, foi a principal cliente da empresa de consultoria Projeto, que pertence ao ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci (PT-SP). De acordo com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda, entre janeiro de 2008 e junho de 2011 cerca de R$ 24 milhões foram depositados nas contas da consultoria. Segundo o documento, a Amil depositou cerca de R$ 5,7 milhões. Com informações da Folha de S. Paulo.

A Amil contratou a consultoria quando Palocci era deputado federal. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a empresa confirma a participação, e diz que Palocci prestou serviços como médico e sanitarista, dando palestras para clientes e executivos. Já na área econômica, a consultoria prestou assessoria quando a Amil decidiu expandir os negócios para a região Nordeste, informa a Folha. 

De acordo com o documento do COAF, outros dois clientes da consultoria que também atuam no setor de saúde são o Hospital das Clínicas de Niterói (HCN) e a empresa de serviços hospitalares Esho. As duas aparecem com participações de R$ 1,34 milhão (HCN) e R$ 934 mil (Esho). Segundo reportagem da revista Época publicada em abril, ao menos 12 milhões foram resultados de contratos "informais" com pelo menos cinco grandes empresas.

ENTENDA O CASO

No período investigado, Palocci exerceu mandato de deputado federal e, a partir de janeiro de 2011, assumiu a Casa Civil durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Antes disso, ele já havia sido ministro da Fazenda no governo Lula. Em junho de 2011, Palocci deixou o cargo de ministro após a revelação da existência da consultoria. 

Em 2006, ao se eleger deputado federal, Palocci declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de aproximadamente R$ 375 mil, em valores corrigidos pela inflação. Durante os quatro anos em que esteve na Câmara -- ele já havia sido ministro da Fazenda durante o governo Lula --, Palocci recebeu em salários R$ 974 mil, brutos e o seu patrimônio foi multiplicado por 20. 

A Projeto foi aberta em julho de 2006 e, no final de 2010, dias antes da posse do novo governo, foi transformada em administradora de imóveis. Em 2010, foram comprados em nome da empresa um apartamento no valor de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 882 mil. 

Palocci, que utilizou o apartamento como residência, afirmou que a aquisição dos dois imóveis foi realizada com recursos da consultoria durante os anos em que ele exerceu o mandato de deputado federal. 

Parada há cerca de quatro anos, a investigação foi retomada no mês passado pelo Ministério Público Federal de Brasília. As empresas que contrataram a Projeto serão procuradas para explicar a natureza dos serviços.

Parlamentares pode manter atividades privadas mesmo durante o exercício do mandato, mas a legislação brasileira prevê sanções para parlamentares que defenderem interesses dos clientes em sua atuação no Congresso.

CONSULTORIAS FORAM “LEGÍTIMAS”, DIZ EX-MINISTRO

Em abril deste ano, Palocci enviou uma carta por e-mail a amigos e correligionários. Com relação às informações de que a Projeto teria recebido R$ 12 milhões de 30 empresas no período em que ele assumiu a coordenação da campanha de Dilma Rousseff, o ex-ministro disse que as operações são "legítimas relações comerciais".



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