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04/04/13
Governo volta a afirmar que faltam de médicos no país
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é preciso ampliar o patamar de médicos e aumentar vagas para que haja uma saúde pública universal e gratuita. Entidades médicas rebateram o argumento e cobraram política de redistribuição dos médicos já em a
Paula Laboissière, da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a afirmar, nesta quarta-feira (03), que faltam médicos no país. Segundo ele, a taxa de profissionais para cada mil habitantes, no Brasil, chega a 1,8. Na Argentina, esse índice é 3,2; em Portugal, 3,9 e na Espanha, 4. Na terça-feira (02), entidades médicas rebateram o argumento sustentado pelo governo de que faltam profissionais da área no país. Durante ato no Congresso Nacional, eles cobraram o que chamam de política de interiorização da saúde pública para que haja uma redistribuição dos médicos já em atuação.

Na quarta-feira, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Padilha defendeu as medidas anunciadas pela pasta, em parceria com o Ministério da Educação, que incluem o estímulo à entrada no sistema de saúde brasileiro de médicos com formação no exterior e a abertura de vagas de cursos de medicina em locais onde há carência de profissionais.

“Não é verdade que não faltam médicos no Brasil”, disse Padilha. “O Brasil tem uma quantidade que está aquém de outros sistemas nacionais públicos”, ressaltou. Segundo ele, 25,9% dos médicos que atendem a população norte-americana, por exemplo, não são formados nos Estados Unidos. Na Inglaterra, o índice chega a 37%; na Austrália, 22,8%; no Canadá, 17,9%; e no Brasil, 1,8%. “Querer dizer que esse debate pode significar uma queda de qualidade não é compatível ao que acontece em outros países do mundo. Se queremos oferecer saúde pública universal gratuita, temos que ampliar o patamar de médicos e aumentar vagas.”

Padilha lembrou ainda que a expansão dos serviços de saúde brasileiros, nos últimos anos, possibilitou um mercado de contratação formal cada vez maior, mas que o número de profissionais formados não acompanhou a demanda. Dados da pasta indicam que, de 2003 a 2011, o país formou 93 mil médicos. No mesmo período, foram 146,8 mil admissões de primeiro emprego na medicina. “O Brasil tem poucos médicos e muito mal distribuídos. O Maranhão tem 0,6 médico por mil habitantes e Brasília tem 6. O número de vagas de medicina também é mal distribuído”, destacou.

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