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21/02/13
Grupo EMS investe nos EUA e avalia aquisição do Aché
Companhia, que em 2012 teve faturamento bruto de R$ 5 bilhões, pretende crescer mais de 30% ao ano e ser a primeira multinacional farmacêutica brasileira
Valor Econômico

Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração da EMS, maior farmacêutica brasileira e a terceira da América Latina, afirmou que a companhia investirá em empresas que desenvolvem medicamentos inovadores nos Estados Unidos ainda nas primeiras fases. O grupo pretende também diversificar a atuação com projetos em infraestrutura. Além disso, há interesse na aquisição do laboratório Aché.

O investimento nos Estados Unidos fará com que a empresa tenha participação nas vendas desses medicamentos quando tiverem seu registros aprovados no mercado americano pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão que regulamenta a venda de medicamentos e alimentos no país.

Trata-se de uma prática comum entre multinacionais que fazem parcerias para desenvolvimento conjunto e é a primeira vez que uma empresa brasileira toma essa iniciativa. Sem dar maiores detalhes, Sanchez afirmou que já tem fechado coinvestimentos com empresas nos EUA e analisa outras parcerias nesse mesmo sentido naquele país. Segundo ele, os Estados Unidos respondem por 70% do desenvolvimento de medicamentos inovadores.

A companhia, que em 2012 teve faturamento bruto de R$ 5 bilhões, pretende crescer mais de 30% ao ano. Para isso, prospecta negócios no Brasil e o grupo nacional Aché é o principal alvo, embora Sanchez afirme que o preço do ativo esteja alto, apesar de a área de prescrição médica do Aché ser importante. 

A Sigma Pharma, controlada pelo grupo EMS, atua nessa área. Caso se concretize, a negociação com o Aché colocaria o grupo entre as maiores da América Latina. Uma fusão entre as duas empresas também poderia ser negociada, mas não há nada de concreto no momento.

O empresário, que assumiu os negócios do pai aos 26 anos, pretende tornar o EMS a primeira multinacional farmacêutica brasileira. No mercado, as apostas são de que uma das controladas do grupo, casos da Germed, Legrand, Sigma Pharma e Nova Química, todas produtoras de medicamentos, pode abrir o capital. No entanto, não tem planos de ir à bolsa e não quer vender o controle da empresa.  

Nesta quarta-feira (20), o grupo inaugurou uma fábrica de embalagens de medicamentos sólidos em Hortolândia (SP), investimento foi de R$ 150 milhões e com capacidade de produção de 76 milhões de unidades por mês. O investimento foi de R$ 150 milhões. 

Estiverem presentes autoridades do governo, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Até 2014, serão aportados pelo grupo R$ 600 milhões para construir uma fábrica de hormônios e produtos oncológicos em Brasília, uma unidade produtora de medicamentos em Manaus (AM), e outra em Jaguariúna (SP), voltada para suplementos alimentares. A capacidade da companhia atingirá 1 bilhão de unidades de medicamentos por ano até 2015.

Conhecida por sua produção voltada para genéricos - a EMS foi a primeira companhia a colocar no mercado brasileiro a versão genérica do Viagra (combate disfunção erétil), cuja patente pertence à americana Pfizer, o grupo está fazendo suas apostas em medicamentos inovadores, considerados o futuro do setor farmacêutico. O centro de pesquisa e desenvolvimento do grupo, um dos maiores da América Latina, tem em seu pipeline dez medicamentos inovadores em desenvolvimento no segmento de prescrição médica.

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