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07/05/15
GSK atinge lucro de US$ 12 bilhões no primeiro trimestre de 2015
Companhia britânica teria apresentado lucro de 925 milhões de libras, entre janeiro e março, não fosse o efeito líquido de 8,71 bilhões de libras referente à venda do negócio de oncologia à Novartis
Valor Econômico

São Paulo ­ Diante do fechamento da operação de troca de ativos com a suíça Novartis, a fabricante de medicamentos GlaxoSmithKline obteve um grande avanço em seu resultado do primeiro trimestre. O lucro líquido atribuível a controladores terminou em 8,09 bilhões de libras esterlinas ­ cerca de US$ 12 bilhões ­ contra 668 milhões de libras no mesmo período de 2014. As informações são do Valor Econômico.

A companhia britânica teria apresentado lucro de 925 milhões de libras entre janeiro e março — queda de 13,5% na comparação anual, não fosse o efeito líquido de 8,71 bilhões de libras referente à venda do negócio de oncologia à Novartis em troca do segmento de vacinas da concorrente, registrado na linha de outras receitas e despesas operacionais, e outros eventos não recorrentes,

No primeiro trimestre desse ano, a GSK viu sua receita líquida ficar praticamente estável, com aumento de apenas 0,2%, para 5,62 bilhões de libras. Desconsiderando o efeito cambial dos países em que atua — ou seja, em moeda constante — a empresa teria elevado o faturamento em 1%. As vendas foram seguradas principalmente pelo crescimento da área de vacinas advinda da farmacêutica suíça, cujo crescimento excluindo o câmbio foi de 10%.

Por outro lado, em um ritmo superior à alta da receita, os custos da GSK subiram 20,6% no período e terminaram em 2,1 bilhões de libras. As despesas gerais e administrativas avançaram 12,9%, para 2,22 bilhões de libras, e os gastos com pesquisa e desenvolvimento terminaram em 867 milhões de libras, alta de 0,9%. O nível dez vezes maior de imposto pago sobre o resultado, de 1,88 bilhão de libras no total, também pressionou a última linha do balanço.

Para o ano, a expectativa da companhia é que o lucro ajustado — sem efeito cambial e sem efeitos não recorrentes — caia aproximadamente 20% frente a 2014. De acordo com informações da GSK, o maior problema é que a base de custos do negócio adquirido com a Novartis é extensa demais para seu balanço. Além disso, ao longo do tempo, os ganhos com vendas de vacinas serão diluídos no resultado. A companhia informou ainda que, para 2016, uma recuperação é aguardada.

Mesmo com a piora operacional, o mercado aprovou os números da farmacêutica. A perspectiva de aumento médio entre 5% e 9% no resultado anual até 2020 e a manutenção de dividendos nesse período impulsionavam a ação. Há pouco, os papéis subiam 1,43% na bolsa de Londres e eram negociados em 15,22 libras.
As informações são do Valor Econômico.



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