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22/09/15
Hospitais Bandeirantes e Leforte deixam filantropia
Trata­se da primeira rede de hospitais de grande porte a fazer esse tipo de alteração na natureza jurídica após a aprovação, no início do ano, da lei que permite a participação de capital estrangeiro em hospitais nacionais
Valor Econômico

Os hospitais Bandeirantes e Leforte, ambos em São Paulo, anunciaram que irão deixar de ser filantrópicos e, desde o início do próximo mês, ambos já funcionam como instituições com fins lucrativos. A mudança abre espaço para que as duas unidades, que pertencem ao mesmo grupo, recebam investimento estrangeiro. Trata­-se da primeira rede de hospitais de grande porte a fazer esse tipo de alteração na natureza jurídica após a aprovação, no início do ano, da lei que permite a participação de capital estrangeiro em hospitais nacionais. Fundado há 70 anos, o Bandeirantes tem 180 leitos. Já o Leforte foi construído em 2009 e conta com 84 leitos. As informações são do Valor Econômico.

O processo de transformação da natureza jurídica das duas unidades ainda está em andamento. Em uma primeira etapa, subsidiárias para os dois hospitais, que atualmente estão sob gestão da Sociedade Assistencial Bandeirantes, foram criadas. Em seguida, o controle de ambas as unidades deve ser repassados à família Medeiros, que é quem controla a sociedade. A Sociedade Assistencial Bandeirantes, por sua vez, irá permanecer como entidade filantrópica para abrigar um terceiro hospital do grupo, o Lacan, cujo atendimento é totalmente feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, a família Medeiros aluga os imóveis que abrigam os hospitais Bandeirantes, na Liberdade, e o Leforte, no Morumbi -- uns dos poucos hospitais de caráter filantrópico do país com um único controlador --, e também faz parte da diretoria do grupo. No mercado nacional, em especial em São Paulo, a maior parte dos hospitais considerados "de primeira linha", como o Einstein, o Sírio-­Libanês, o Oswaldo Cruz e o Samaritano, é filantrópica e controlada por associações sem fins lucrativos, o que reduz significativamente a oferta de ativos no mercado e dificulta a entrada do investidor externo.

De acordo com a Sociedade Assistencial Bandeirantes, a mudança na natureza jurídica dos hospitais não tem como objetivo o aporte de investidores estrangeiros e a criação de subsidiárias para a operação das duas unidades visa assegurar a continuidade dos propósitos assistenciais da Sociedade Assistencial Bandeirantes, dentro de seu planejamento estratégico.

Em 2014, a Sociedade Assistencial Bandeirantes registrou uma receita líquida de R$ 479,2 milhões, alta de 4,7% em relação a 2013. Já o superávit despencou de R$ 33,2 milhões para R$ 6,7 milhões no período devido a expressivo aumento nas despesas administrativas e contingências no valor de R$ 33 milhões em 2014. A maior parte dessas contingências refere-­se à ações judiciais contra o hospital, cujos valores foram provisionados devido à forte possibilidade de causa perdida.



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