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16/01/12
InCor fará primeiro transplante com pulmão regenerado
Avanço é esperança aos 140 pacientes de todo o país que esperam por um transplante. Técnica, adotada no Canadá, já soma 30 cirurgias com órgão recuperado
Da redação

O Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) está prestes a realizar o primeiro transplante de pulmão no Brasil com órgão que passou por um processo de regeneração. O procedimento será realizado assim que for registrada a morte cerebral de um paciente doador. Para adoção da técnica, desenvolvida na Suécia, já foram vencidos todos os trâmites necessários, além autorização pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). O avanço é uma esperança aos 140 pacientes de todo o país que esperam por um transplante. A técnica, adotada no Canadá, já é uma experiência bem sucedida e soma 30 cirurgias com órgão recuperado. As informações são da Agência Brasil.

 

“A nossa expectativa é que possamos aumentar o número de transplantes de pulmões e, consequentemente, beneficiar o maior número de pacientes que estão aguardando na fila de espera. Infelizmente, nós perdemos uma parte expressiva desses doentes por não conseguir o órgão”, revelou o diretor do Programa de Transplante de Pulmão do InCor, Fábio Jatene. Com o avanço, a média atual de intervenções pode dobrar, passando de 20 para 40 transplantes por ano. Jatene explicou que, ao serem incluídos na lista dos pacientes passíveis de serem os receptores, esses pacientes têm chance de viver por mais dois ou três anos. Com a cirurgia, há uma sobrevida média entre 70% a 75% dos casos em sete anos, além de uma sensível melhora da qualidade de vida.

 

O transplante de pulmão é o mais complexo entre todos por conta da grande dificuldade na captação dos órgãos. Apenas entre 5% a 10% das doações são de fato aproveitadas porque o pulmão se deteriora muito rapidamente e está mais sujeito à contaminações pelo contato com o exterior. Do total de cerca de 90% rejeitados, estima-se que 30% possam passar pelo processo de regeneração. A técnica consiste na utilização de uma solução líquida, introduzida por meio de cânulas na artéria e na veia pulmonar. O medicamento faz uma espécie de higienização do órgão.

 

Jatene acredita que, em pouco tempo, essa técnica possa ser levada para os demais centros médicos que hoje fazem os transplantes de pulmão no país. São, ao todo, três: a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (responsável pela primeira cirurgia de transplante de pulmão da América Latina, em 1989); o Hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes - hospital de Messejana -, em Fortaleza, Ceará; e o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A possibilidade de efetuar uma restauração deverá ajudar a resolver “um problema muito grave que é a de tornar o pulmão viável para a doação”, um dos maiores entraves para um número maior de transplantes do órgão, como explica a presidente da Comissão de Doença Pulmonar Avançada da Sociedade Brasileira de Pneumonologia e Fisiologia, Valéria Maria Augusto. Segundo ela, mais da metade dos transplantes de pulmão são em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica. O InCor informou que, dentre as enfermidades tratadas com essa intervenção, estão os casos de enfisema e fibrose pulmonar, além de hipertensão pulmonar e fibrose cística.



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