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17/04/15
Indústria de equipamentos médicos quer crescer até 3,5% em 2015
Abimo revela previsão de desempenho do setor neste ano e o vencedor do Prêmio Inova Saúde em seu encontro anual de associados
Bruna Martins Fontes

São Paulo - Mesmo em um ano de estagnação econômica, a indústria de equipamentos médicos amplia os investimentos e segue inovando para ganhar mercado frente aos produtos importados. Essa foi a mensagem do quarto evento anual de encontro de associados da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), realizado ontem (16) à noite no espaço de eventos da Fiesp, em São Paulo.

Em 2015, as indústrias do setor preveem um faturamento de R$ 8,57 bilhões, superior aos R$ 7,4 bilhões de 2014. “Com a correção da inflação, devemos ter um crescimento real por volta de 2% a 3,5% neste ano. Não é o que imaginávamos em meados do ano passado, mas, diante das indefinições econômicas do país, considero esse resultado satisfatório”, afirma Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Abimo, em entrevista ao portal Diagnóstico. 

O investimento bruto das empresas deve crescer cerca de 5,7% em relação a 2014, atingindo a cifra de R$ 315 milhões. Também há previsão de aumento de 7% em produtividade e de maior geração de empregos neste ano (63,3 mil, contra 62 mil no ano passado), de acordo com uma pesquisa feita pela Abimo em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas) e apresentada no evento.

As fabricantes de equipamentos e artigos médicos estão bastante focadas em se diferenciar com soluções inovadoras. No evento, a Abimo revelou o vencedor do Prêmio Inova Saúde, que reconhece a melhor inovação criada pelas indústrias do setor. Neste ano, 56 empreendedores se inscreveram no prêmio, pouco mais do que o dobro do registrado na edição passada (27).

O produto que levou o troféu foi o Timpel Enlight 1800, um equipamento não invasivo de monitoramento de pulmões à beira do leito criado pelas empresas Timpel e Serdia. Seu diferencial é que ele captura 50 imagens por segundo sem emitir radiação e sem uso de contraste para mostrar, em tempo real, como estão a distribuição da ventilação e a perfusão pulmonar. Além do reconhecimento, a empresa vencedora recebeu R$ 50 mil como incentivo à pesquisa. 
 
O time da Timpel e da Serdia concorreu com outros quatro finalistas: a Braile Biomédica, que desenvolveu uma endoprótese para cirurgias minimamente invasivas de aneurismas; a Diagnext, criadora de um provedor para atividades de telemedicina que transmite exames em dez minutos; a Wavetek, com o Chroma, um equipamento que melhora a precisão de exames oftalmológicos; e a Zammi, que mostrou um novo sistema de monitoramento de pressão, o KMP, um transdutor de pressão descartável.

Apostar em inovação é um diferencial para a indústria nacional aproveitar a janela de oportunidade aberta neste ano e ganhar terreno frente a fornecedores estrangeiros, aponta Fraccaro. 

A conjunção de um dólar valorizado com a entrada em vigor da lei que isenta as empresas brasileiras do pagamento de PIS e Cofins representa uma boa oportunidade de competir com os produtos estrangeiros. “Imagina um hospital público tentando equilibrar a balança. O SUS ainda depende muito de produtos importados”, diz Fraccaro. 

Neste ano, a Abimo prevê uma queda de 11% nas importações e um incremento de 2% nas exportações. “O dólar alto favorece a indústria brasileira. O custo dos produtos estrangeiros aumentará mais do que o gasto das empresas nacionais com componentes importados”, afirma o superintendente da Abimo.



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