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20/04/15
Indústria deverá crescer entre 2% a 3,5% este ano, diz Abimo
Paulo Fraccaro, presidente executivo da entidade: Haverá um ligeiro crescimento da indústria. Setor deverá ter faturamento de R$ 8,57 bilhões, maior do que o do ano passado, de R$ 7,4 bilhões
Bruna Martins Fontes

A indústria de equipamentos médicos ampliou investimentos e segue inovando para ganhar mercado frente aos produtos importados, mesmo em um ano de estagnação econômica. Essa foi a mensagem transmitida durante o quarto evento anual de encontro de associados da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), realizado na última quinta-feira (16), no espaço de eventos da Fiesp, em São Paulo. EM entrevista ao portal Diagnósticoweb, Paulo Fraccaro, presidente executivo da Abimo explica o atual momento da indústria nacional e os objetivos da entidade para o ano. "Estamos prevendo que, com a correção da inflação, devemos ter um crescimento real por volta de 2% a 3,5% neste ano, que poderá melhorar caso o país dê uma organizada no seu planejamento a partir do segundo semestre", disse o executivo.

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Portal Diagnósticoweb – Qual é o atual momento da indústria nacional?
Paulo Fraccaro – Haverá um ligeiro crescimento da indústria. Neste ano, o setor deve ter um faturamento de R$ 8,57 bilhões, maior do que o do ano passado, que foi de R$ 7,4 bilhões. O nível de emprego vai continuar crescendo. Prevemos abrir 63,3 mil vagas. No ano passado, foram 62 mil. Os investimentos brutos estão crescendo, enquanto nos outros setores as empresas estão segurando. Nossos salários são mais altos do que na indústria de transformação. O que nos preocupa é que a participação do produto brasileiro ainda é baixa no mercado, de 34,7%, especialmente no setor público. Agora, com o aumento do dólar, imagina um hospital público tentando equilibrar a balança. O SUS ainda depende muito de produtos importados. Por enquanto, só aumentamos participação no mercado privado. Mas não podemos ficar desanimados nem preocupados com a complexidade da situação que o país vive hoje. O prêmio mostra o quanto as empresas do nosso setor estão trazendo para o mercado produtos inovadores em um país que investe muito pouco em inovação. E olha que nosso mercado é muito pequeno para existirem empresas fortemente consolidadas, como nos outros.

Portal Diagnósticoweb – O crescimento previsto para 2015 é o que vocês esperavam em 2014?
Fraccaro – Neste ano, o ganho vai ser muito pequeno. Ninguém consegue estancar uma doença, por isso o setor de saúde cresce mesmo quando o PIB não tem crescimento. Estamos prevendo que, com a correção da inflação, devemos ter um crescimento real por volta de 2% a 3,5% neste ano, que poderá melhorar caso o país dê uma organizada no seu planejamento a partir do segundo semestre. Apesar da reorganização financeira que o ministro [Joaquim] Levy está propondo, ainda há muitas indefinições na política econômica, por isso não conseguimos prever com mais precisão. Não é o que imaginávamos em meados do ano passado, mas, diante das indefinições econômicas do país, considero esse resultado satisfatório.

Portal Diagnósticoweb – A indústria já sente os efeitos da isenção de PIS e Cofins trazida pela nova lei (em novembro passado)?
Fraccaro – Não, ainda não estamos sentindo. Acredito que veremos frutos no crescimento em 2016. As empresas não se planejaram ainda para aproveitar os benefícios da isonomia tributária. Estão trabalhando nas mesmas condições do ano passado, mas mesmo assim prevendo um crescimento. Diria que após a lei, o efeito não é imediato. O benefício chega ao produto em um timing mais demorado. Após a regulamentação da lei, acredito que teremos uns 120 dias para o mercado dessa isonomia. É bom lembrar que a isenção traz uma isonomia parcial [com os artigos estrangeiros], porque os importados também não pagam IPI nem ICMS, que, somados, representam 30% do preço final de um produto brasileiro. Agora vamos deflagrar a luta pela isonomia em relação ao IPI e, depois, pela do ICMS. Temos uma luta grande pela frente. Queremos igualdade de condições para concorrer com o produto importado. Essa igualdade é uma questão de lógica. Não há escusas ou razões, mesmo com os problemas que o país atravessa, para dizer que não é o momento apropriado para esse pedido.

Portal Diagnósticoweb – A valorização do dólar é uma oportunidade ou uma armadilha para vocês?
Fraccaro – Para os hospitais que são compradores, em grande parte, de produtos importados, é ruim. Mas, para as empresas que exportam parte da sua produção, é ótimo. Quem não exporta também poderá aproveitar essa janela de oportunidade para suprir a demanda por produtos importados, que estarão muito caros. Se essas empresas dependem de matérias-primas importadas, terão um sobrecusto em sua produção. Mesmo assim, o dólar alto favorece a indústria brasileira. O custo dos produtos estrangeiros aumentará mais do que o gasto das empresas nacionais com componentes importados. Mas, como o dólar tem seus altos e baixos, as empresas têm dificuldade para fazer seu planejamento. Elas fazem o planejamento com base no cenário nacional. A queda das importações é um dos efeitos que devem ser sentidos neste ano. 



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