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29/05/17
Inflação médico-hospitalar pode chegar a 20% novamente, maior da história
Operadoras de plano de saúde atribuem resultado modelo de cobrança de hospitais e fraudes no setor
Da redação

A inflação médico-hospitalar deve se manter entre 18% e 20%, mesmo percentual atingido ano passado, segundo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O número foi o maior já registrado no setor. As informações são do Jornal Folha de São Paulo.

Segundo o IESS, o aumento de custos - que inclui internações, exames, consultas, terapias etc- foi de 19,4% no acumulado de 12 meses até setembro. 

Além da mudança no modelo de cobrança de hospitais - que recebem por procedimento, o que estimula desperdícios-, o combate a fraudes será importante para controlar a inflação, diz Luiz Carneiro, superintendente do IESS. 

"Hoje, a fraude médica não é um crime. Assim como a Lava Jato teve como apoio leis de anticorrupção, é preciso uma legislação antifraude." 

Os gastos das operadoras com desperdícios e fraudes respondem por 20% das despesas totais do setor. Em 2015, isso representou R$ 22,5 milhões, segundo o instituto.

A taxa estimada pela Abramge (associação de planos de saúde) é de 30%, afirma o diretor Pedro Ramos. 

Nesta segunda (29), o executivo se reúne com a senadora Ana Amélia (PP­RS), autora de um dos projetos de lei que tramitam no Congresso para penalizar fraudes. 

A associação quer incluir no texto punições para propinas a médicos, além de pedir mais celeridade na tramitação - parada desde 2016. 

As operadoras também têm ampliado investimentos em sistemas para identificar profissionais com indícios de superfaturamento, diz Solange Mendes, presidente da FenaSaúde (entidade do setor).



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