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12/03/15
Lava-Jato: PP teria recebido comissões do setor farmacêutico, diz Youssef
Em depoimento, doleiro Alberto Youssef disse às autoridades que o Partido Progressista (PP) recebeu comissões da farmacêutica multinacional Pfizer quando a legenda tinha cargos no Ministério da Saúde e Anvisa
Valor Econômico

Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef, delator na Operação Lava-­Jato, disse às autoridades que o Partido Progressista (PP) recebeu comissões da farmacêutica multinacional Pfizer quando a legenda possuía cargos no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações são do Valor Econômico. 

De acordo com Youssef, o esquema de recebimento de comissões teria ocorrido durante a uma operação ligada ao medicamento Viagra, utilizado para o tratamento de disfunção erétil. 

O delator, que disse não se lembrar se havia outros laboratórios envolvidos, afirmou que lembrou da Pfizer devido a um episódio envolvendo José Janene, líder do PP que faleceu em 2010. Conforme Youssef, Janene recebeu amostras grátis do medicamento e distribuiu aos amigos em tom de brincadeira.

O doleiro também disse que recebeu valores de Janene de aproximadamente R$ 1,5 milhão, "quatro ou cinco vezes", em São Paulo, com o objetivo de transportar o dinheiro até o apartamento funcional do então parlamentar, em Brasília.

Ainda segundo Youssef, a influência de Janene no Ministério da Saúde tenha durado pouco, entre 2002 e 2003. Ele também afirma que Humberto Costa (PT), que assumiu o Ministério entre 2003 e 2005, demitiu o indicado de Janene ao órgão, e que isso teria causado a indignação do então líder do PP. 

Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com Youssef, teria ligado para Janene para "contornar a situação". Mas ele não soube responder se Lula sabia das comissões.

Procurada, a Pfizer Brasil enviou um comunicado à imprensa informando que desconhece o teor das denúncias. A farmacêutica também nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas ou antiéticas que pudessem beneficiar o Viagra ou qualquer outro produto da empresa, "bem como repudia condutas desta natureza". 

"No Brasil, desde 1952, a companhia segue todas as normas locais e internacionais de compliance e conta com um programa mundial que estabelece princípios éticos e rígidos para a conduta de seus negócios e o relacionamento com todos os seus públicos", informa a companhia.

Ainda segundo a empresa, o Viagra foi registrado no Brasil em 1998, lidou com a chegada de concorrentes em 2003 e teve sua patente expirada em 2010 e que não há nenhuma irregularidade relacionada ao medicamento ou a qualquer outro produto da empresa. Além disso, a Pfizer afirmou que não faz doações para políticos nem candidatos em campanhas políticas no Brasil, em nenhuma esfera.

As informações são do Valor Econômico.



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