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08/04/13
Lucratividade dos planos de saúde cai e desequilibra balanço
Maioria das grandes empresas registrou queda no lucro ou prejuízo em 2012. A alta dos custos médico-hospitalares é puxada principalmente pelas internações, que representam cerca de 40% das despesas totais
Valor Econômico

Os custos das operadoras de planos de saúde com hospitais, médicos, dentistas e laboratórios dispararam em 2012. E, mesmo com os altos reajustes repassados no preço dos convênios médicos em 2012, o setor amargou um crescimento com gastos médico-hospitalares superior ao crescimento da receita. O resultado desse desequilíbrio foi prejuízo ou queda nos lucros.

De acordo com um levantamento realizado pelo Valor Econômico - que serve como um espelho de como se comportou o setor em 2012 - em relação ao desempenho, apenas nove grandes operadoras do setor de saúde atendem pouco mais de 22 milhões de pessoas (número que representa quase a metade dos 47,9 milhões de usuários cadastrados no país no ano passado). Das nove empresas analisadas, oito tiveram aumento das despesas superior ao crescimento da receita. Apenas para cinco, o lucro caiu. E duas tiveram prejuízo.

A Bradesco Saúde viu o faturamento aumentar apenas 2,9% - os custos subiram 21,2%. Na Amil, a disparidade entre esses dois indicadores não foi tão expressiva - os gastos cresceram 18,6% e a receita subiu 16,2%. Mesmo assim, a Amil teve prejuízo de R$ 161,2 milhões devido a uma forte elevação nos gastos administrativas. Uma exceção, a Unimed-Rio conseguiu crescer mais em faturamento do que em despesas médica-hospitalares, mas amargou queda de 56,8% no lucro por conta da construção de um hospital na Barra da Tijuca (RJ).

Segundo as entidades que representam o setor, a alta dos custos médico-hospitalares é puxada principalmente pelas internações, que representam cerca de 40% das despesas totais. De acordo com José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, as despesas assistenciais cresceram 125% nos últimos cinco anos. Já os custos com internação aumentaram 215%. Arlindo Almeida, presidente da Abramge, afirmou que nas internações, há uso de materiais modernos e medicamentos especiais importados. "No Brasil, paga-se entre oito e dez vez mais por uma prótese ou órtese em relação aos Estados Unidos", completou.

Na relação entre despesas e receita, a Unimed-Rio teve um resultado melhor porque possui unidades próprias de atendimento. "Tenho dois pronto-atendimentos próprios, com equipamentos modernos para exames de tomografia e ressonância e leitos de repouso. Em hospitais credenciados, muitos pacientes que entram pela emergência e precisam fazer esses mesmos exames são internados, não há um leito de espera, o que acaba encarecendo os custos para a operadora", disse Humberto Modenezi, superintendente-geral da Unimed-Rio.

OdontoPrev e Qualicorp também foram afetadas. O forte reajuste no preço dos convênios médicos em 2012 fez com que muitas companhias deixassem de conceder o plano dental a seus funcionários, segundo a OdontoPrev. Por conta desse aumento, muitos beneficiários deixaram de pagar o plano de saúde. A Qualicorp, que vende e administra planos de saúde, viu a sua inadimplência subir 82,5% no quarto trimestre em relação a um ano antes. Alta confirmada pela ANS que, segundo dados da agência, mostram que 700 mil usuários cancelaram seus convênios médicos, entre setembro e dezembro.

De acordo com as consultorias Aon e Marsh, que juntas administram a carteira de planos de saúde de cerca de 1.000 empresas no país, o reajuste médio dos convênios médicos oscilou de 14% a 16,8%. Segundo Francisco Bruno, consultor sênior da área de saúde da Mercer Marsh Benefícios, desde 1998, o reajuste do em 2012 foi um dos mais altos. Outros períodos de alta foram na crise de 2009 e na época da inflação.

Em relação aos planos de saúde individuais (cerca de 10 milhões no país), o reajuste ainda não foi definido pela agência reguladora, o que deve acontecer até o próximo mês. Mas ao que tudo indica o aumento deve ser expressivo.

Dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostram que os custos médicos nessa categoria de plano de saúde aumentaram 16,4% no acumulado de 12 meses encerrado em junho do ano passado, índice muito acima da inflação (IPCA) que ficou em 6,1% no mesmo período. "A variação dos custos médicos é sempre superior à inflação. Mas desta vez, a diferença foi muito alta, mais de 10 pontos percentuais. É a maior alta desde 2007, quando começamos acompanhar", disse Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS.

*As informações são do Valor Econômico.



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