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09/12/13
Medicamentos antimicrobianos não são desenvolvidos desde 1987
Em livro, professora inglêsa afirma que indústria não desenvolve novos antibióticos porque sabem que eles tendem a perder a eficácia rápidamente
Da redação

O crescimento da resistência aos antibióticos é uma das questões mais preocupantes e que o mundo ocidental poderá enfrentar nos próximos anos, segundo Dame Sally Davies, professora e Chief Medical Officer (CMO) -- Chefe dos serviços médicos, título utilizado para altos funcionários do setor de saúde pública do governo inglês. As informações são do portal FT Weekend Magazine.

Em seu livro recém lançado, "The Drugs Don’t Work" ("Os medicamentos Não Funcionam", em tradução livre), Sally explica que, há cerca de 70 anos, médicos ocidentais começaram a utilizar antibióticos como a penicilina em larga escala para combater infecções. Desde então, nós nos acostumamos a confiar -- sem pensar -- sobre essas drogas. E apesar delas terem transformado nossas vidas, existe um grande problema, uma vez que as bactérias estão em processo de mutação e deverão se tornar cada vez mais resistentes.

As empresas de medicamentos, entretanto, não estão criando novos medicamentos antimicrobianos. Como resultado, estamos caminhando para um mundo onde as drogas simplesmente poderão deixar de funcionar e a medicina moderna poderá perder a capacidade de combater muitas doenças ou infecções. 

A maioria das pessoas, segundo a especialista, raramente reflete sobre esta questão, mas Davies calcula que, na Europa, cerca de 25 mil pessoas por ano morrem devido às bactérias resistentes aos medicamentos. "Isso é quase o mesmo número de pessoas que morrem em acidentes de avião", ressalta.

Recentemente, a pesquisadora conseguiu uma pequena vitória ao convencer o governo do Reino Unido a colocar a "questão antimicrobiana" como "registro de riscos" para os funcionários. Na próxima semana, o problema será discutido em reuniões que acontecerão nas cidades de Doha (Qatar) e Roma (Itália).

Algumas iniciativas já foram utilizadas para mudar certos hábitos. Os Hospitais britânicos, recentemente, adotaram medidas como melhorar a higiene nas enfermarias, por exemplo, para combater a MRSA -- bactéria que se tornou resistente a vários antibióticos como à penicilina e à meticilina.

A França reduziu a utilização de antibióticos através de uma campanha de saúde pública. Na agricultura, a utilização de antibióticos também está sendo controlada em países como a Dinamarca e Noruega. 

A especialista aponta que as empresas também não querem desenvolver novos antibióticos porque sabem que eles tendem a perder a eficácia rapidamente. Nenhuma nova classe de medicamentos anti-bacterianos vem sendo desenvolvido desde 1987. Em parte, porque as empresas sabem que será um investimento sem retorno. 

Na medicina, todos sabem que há um problema, mas muitos parecem conformados com o fato de que a mudança não ocorrerá até que haja uma crise definitiva, ou seja, uma grande número de mortes. 

Clique aqui para ler a matéria completa (em inglês).



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